quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Just Happy

Após o meu pequeno ataque de pânico ontem, acalmei-me, pensei muito e tomei a decisão. Claro que antes falei com não sei quantas pessoas, cada uma com o seu ponto de vista e opinião. Foi bom, no fim consegui chegar exactamente onde queria.
Estou de saída da equipa onde trabalho. Novos desafios apresentam-se pela frente. Em Junho, quando tive um ataque gigantesco de pessimismo (suficientemente grande para chorar todos os dias), um amigo disse "o segundo semestre vai ser melhor, a tua vida vai mudar". Disse-o em tom de brincadeira, mas não podia ter acertado mais. A partir de Julho tudo começou a melhorar. Decidi cuidar mais de mim, apareceram novas propostas profissionais... Enfim, uma enchente de coisas que me fizeram ganhar uma confiança em mim que nunca tive. Claro que as férias maravilhosas também ajudaram...
Para tudo ser perfeito só falta uma coisa... Mas quem sabe se não está para breve?
Bom, hoje estou animada. Fui ao ginásio, trabalhei bem (apesar de estar já de saída) e logo espera-me um jantar com amigos. Este fim de semana vou matar saudades da minha linda Lisboa, ver amigos do coração, comer comidinha da boa (mas saudável claro) e preparar-me para o desafio que aí vem.
Todos temos altos e baixos, mas neste momento estou no topo! Estou feliz!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Mais vale um pássaro na mão...

A vida profissional nem sempre é fácil. Quantas vezes já pensei em fazer uma loucura e largar tudo, partir à aventura. No entanto, de repente tudo muda e vemo-nos no ponto no qual temos de tomar uma decisão que pode influenciar toda a nossa vida.
Dizem que mais vale um pássaro na mão que dois a voar. Mas, e quando temos dois pássaros, um em cada mão? Qual a opção a fazer? É aqui que surgem todas as perguntas... Será que um vai voar mais alto que o outro? Devo escolher o que é mais interessante, mas tem mais risco de não voar, ou melhor, de voar e cair rapidamente? Qual escolher? Será que um dia nos vamos arrepender da opção que fizemos?
O meu maior medo sempre foi um dia olhar para trás e ter arrependimentos. Tento viver a vida ao máximo, aproveitar cada momento, apenas para que um dia me sinta orgulhosa porque fiz tudo o que queria. Mas, por vezes, chegamos a uma fase em que não podemos arriscar, preferimos pensar em estabilidade, em segurança. Temos receio de não ser tão bons a fazer uma coisa nova, como somos a fazer a antiga.
Hoje é um dia em que todas estas dúvidas pairam na minha cabeça. Devo seguir o caminho que sempre ambicionei e arriscar, ou devo seguir o caminho mais tranquilo?
Realmente, tomar decisões não é nada fácil...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

"Sputnik, meu amor"

Escrevi este post sentada numa cadeira de avião voltando de Londres. Durante 2 horas tenho o prazer de levar pontapés na cadeira porque a miúda atrás de mim não consegue estar quieta. Para culminar, tenho uma senhora chilena dos seus 65 anos comunista que tentou meter conversa comigo sobre o 25 de Abril e como eu tenho de lutar pelos direitos dos trabalhadores...
Assim que enfiei a cabeça no meu livro e acabei de o ler. Li metade no vôo para Londres e a outra metade no para Madrid. Chama-se "Sputnik, meu amor" e é de um dos meus autores favoritos, Haruki Murakami.
A forma como este escritor impregna nas suas obras algum surrealismo e algo de sobrenatural, misturado com histórias que poderiam ser a vivência de cada um de nós deixa-me sempre a pensar.
Penso sobretudo como aquelas personagens têm tanto a ver comigo, como me identifico com elas. Como por vezes sinto que o eu que se apresenta ao mundo não é o meu verdadeiro eu, aquele que habita não o meu cérebro, mas a minha alma.
Os livros de Murakami são, sobretudo, histórias da vida comum num mundo como o que vivemos. Normalmente passam-se no Japão, um país que já de si me causa algum interesse, pela forma como o expoente da modernidade convive com tradições milenares e alguma superstição. Nas obras deste autor, a personagem principal é sempre uma pessoa comum, que podería ser qualquer um de nós. Essa personagem passa por experiências deste e do "outro mundo", do "outro lado do espelho". Esta travessia contribui para que a personagem se encontre consigo mesma e, no final, para que os dois "eus" (o do mundo real e o do mundo surreal) se encontrem e se unam.
Como já referi, fico sempre a pensar quando termino de ler Murakami. Será que algum dia terei a coragem para me mostrar sem filtros ao mundo? Será que os meus dois "eus" se irão unir plenamente algum dia?
Pela janela do avião já se vê solo espanhol. É hora de me preparar para a aterragem.
De volta ao mundo real...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Quem um dia irá dizer?

"Quem um dia irá dizer, que não existe razão para as coisas feitas pelo coração?"
Lembras-te? Foste tu quem me mostrou esta música e hoje, já depois de vários anos, sempre que a oiço lembro-me de ti. A vida é irónica e faz-nos crescer, nós crescemos muito desde a época em que conheci esta música. Assistimos a muitas coisas das nossas vidas e mantemos uma amizade bonita, divertida, especial, mesmo estando longe.
Para mim, esta é a tua música e sempre será. A tua impulsividade, alegria, parvoíces, são coisas que te fazem ser a pessoa tão especial que és. Nunca mudes!

Gosto de ti!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Life is like a box of chocolates...

Uma amiga criou um blog. Inspirou-me.
Penso que, na vida, muitas vezes precisamos que nos inspirem, que nos dêem forças para fazer algo por nós.
Sempre gostei de escrever. Acompanhada pelo meu moleskine, lá vou escrevendo. Escrevo sobre mim, sobre quem me faz bem, sobre quem me faz mal. Escrevo sobre as situações da minha vida.
A minha luta constante para me aceitar como sou, para me achar bonita, para me valorizar mesmo com todos os meus defeitos tem marcado toda a minha existência. No fundo, penso que será assim para toda a gente. Afinal, o que é a felicidade se não um nível máximo de aceitação e realização pessoal?
O título do blog não é propriamente original, retirei-o de uma cena de um dos meus filmes favoritos, onde uma mãe diz a um filho "life is like a box of chocolates, you never know what you're gonna get!". Esta frase, tão simples, acaba por ser uma das minhas maiores verdades, por isso resta-me apenas partilhar os chocolates que vou encontrando na minha própria caixa...