sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Os olhos não vêem, mas o coração sente...

Viver longe tem destas coisas. Há vezes em que queriamos estar no nosso País, queríamos apoiar quem de nós precisa nos momentos maus, e não conseguimos voltar rapidamente. Isto custa mais do que possam imaginar. A preocupação torna-se em culpa, por não podermos estar presentes.
Hoje o meu post é dedicado a ti. Deste-nos um grande susto esta semana, fiquei muito preocupada contigo. A saúde prega-nos partidas, mas sei que te vais recuperar rapidamente e voltar a criticar as criancinhas e os velhos, e a ser aquele F. que conhecemos e adoramos. Desculpa não estar aí, desculpa não te ir ver. Sei que compreendes e não ligas, mas queria estar aí para ti. És das pessoas que mais gosto neste mundo, já vivemos coisas muito boas e muito más, e tu apoiaste-me sempre quando eu precisei. Estiveste lá para mim, quanto mais não fosse para dizer uma piada daquelas bem secas para me fazer rir quando eu estava mal. Não tens problema nenhum em dizer que gostas de mim, tal como eu gosto de ti, porque a nossa amizade
é assim, e sempre vai ser.
Por agora vou aguardando as noticias que me vão passando. Põe-te bom depressa e não nos voltes a pregar um susto destes!
Vejo-te em breve meu AMIGO!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Aftermath

Este fim de semana diverti-me. Muito. Aliás, mesmo muito. Foi mais uma ida a Munique para a tão famosa Oktoberfest. 
Foi a minha segunda ida, cheia de cerveja, roupa típica alemã, amigos, wurstl e, infelizmente para mim, muita chuva e frio. Digo infelizmente porque depois de 1h30m na chuva e no frio às 7 da manhã para tentar ter mesa na tenda da Paulaner (missão cumprida by the way), fiquei sem voz e com uma constipação que, para além de me ter impedido de me levantar a horas hoje de manhã, fez com que tivesse de voltar para casa às 3 da tarde. 
Voltar para casa cedo é bom (claro que é muito melhor quando não se está doente e tem de se fazer chá e canja e tal), dá para vestir o pijama e uma sweatshirt, por uma mantinha em cima das pernas, ver uns filmes (Up in the air foi a minha escolha, muito bom), ler, ver todos aqueles programas estúpidos da tarde e escrever no blogue.
Para além de tudo isto, ainda dá para ler os blogs que costumamos seguir. E foi assim que tive o meu momento de revolta diário. Ao ler o Croquete e Girassol deparei-me com a crónica da escritora light mais idiota do nosso pequeno jardim à beira mar plantado. A Margarida Rebelo Pinto. A crónica denominava-se "As Gordinhas" e foi talvez a coisa mais estúpida e ressabiada que já li. A Croquete tem razão quando diz que é um estilo de escrita. O estilo de escrita desta senhora sempre foi chocar, escrever alguns palavrões e algumas coisas que ela acha que são verdades e esperar que uma data de pessoas ávidas por ler qualquer coisa compre os seus livros. Sou sincera, quase li um que me ofereceram. Quando cheguei a metade desisti, porque era tão ridículo que não consegui acabar. 
Sinceramente, o que me choca não é a escrita dela. O que me choca é que ela seja sequer considerada escritora. Penso que não é preciso ter muito talento para escrever 100 páginas de sexo, palavrões e clichés. Além disso, um verdadeiro escritor é humilde e, mais importante, tem talento. Até penso que há escritores light que escrevem bem, são agradáveis de ler e tal, mas a MRP não é escritora, é uma autora de livros "coquete" que as pessoas que necessitam de dizer que são cultas pelo menos porque lêem uma amostra de livro compram. 
Tenho de confessar, a crónica afectou-me, tocou-me "las narices", como dizem aqui neste deserto, porque eu mesma pertenço a grupos de rapazes, tenho confiança, sou igual com eles e com as minhas amigas e eles protegem-me. Agora, abrir as pernas e fazer chichi num qualquer beco do Bairro Alto nunca fiz. Quanto ao conselho de "arranjar um namorado, ou uma dieta, ou os dois", também tenho um conselho para as "boazonas" como a MRP que se sentem ameaçadas pelas "gordinhas". Conquistem-nas e verão que é muito mais fácil que os nossos amigos olhem para elas. Sejam menos fúteis, ou arranjem uma personalidade, ou os dois! 
Bom, depois deste meu momento de revolta, vou tomar o meu cocktail de comprimidos para a constipação e dormir! 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Just let it happen!



Confesso que sou daquelas pessoas que passam a vida a fazer filmes na cabeça.
Isto prejudica-me bastante, porque fico nervosa com as coisas mais simples. Cada vez que tenho de tomar uma decisão penso em todas as consequências de escolher A ou B, se me vou arrepender, se será o melhor para mim...
Mas os filmes não se ficam por aqui. Tenho sérias dificuldades em dizer que não aos meus amigos e penso se ficarão chateados se eu não vou áquele jantar, festa, evento, whatever.
O pior, no entanto, são os filmes que faço em relação à minha vida amorosa. Se estou interessada em alguém e essa pessoa não me liga nenhuma, fico a pensar que terei feito de mal, se não sou interessante o suficiente, fico com toda a insegurança do mundo.
E se me convidam para um café ou jantar ou o que seja, fico logo a pensar em como devo agir, o que devo vestir, o que devo falar... Conclusão, fico tão nervosa que as coisas não me saiem naturalmente e acabo por ser ridícula e nada daquilo que gostaria de ser.
Hoje tenho um date, ou melhor, penso que tenho um date.
O F. vai jantar lá a casa e tenho andado a pensar no que devo cozinhar, se terei tempo para fazer tudo antes de ele chegar, o que devo vestir, que música por, o que devo fazer para que tudo fique perfeito. O meu amigo J. disse "não faças filmes, age naturalmente", frase que deu origem a este post.
Espero conseguir seguir o seu conselho e ser eu mesma, não esperar nada e estar confiante...
Vamos ver como corre!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Historia de un letrero

Porque há coisas que devem ser partilhadas...

http://www.youtube.com/watch?v=zyGEEamz7ZM

My favourite things...

Só porque sim, partilho convosco algumas das coisas que mais gosto na vida, sem nenhuma ordem específica:

- O abraço do meu pai;
- O cheiro da primeira chuva de Outono;
- Nova Iorque em Dezembro;
- O Natal em família;
- Os beijos da minha mãe;
- Cozinhar (verdadeira terapia);
- Passear em Convent Garden;
- O apoio e grande amizade da R.M.;
- As folhas a caírem no Outono;
- Comer castanhas em Novembro;
- Ver o sol nascer na varanda do Lux;
- O carácter expansivo e sincero da K.;
- Comer caracóis com amigos numa tarde de Verão;
- A casa e os mimos da minha avó;
- A cabeça de vento que é a A.M.;
- Ficar em casa numa tarde de chuva com uma manta, chá e uma carrada de bons filmes;
- Escrever;
- Cantar no carro quando estou sozinha;
- O carinho do S.;
- O Rio de Janeiro (em qualquer altura);
- Ler, ler e ler;
- Olhar o Mar em Portugal no Inverno;
- O Natal em família;
- A presença constante da R.
- Festas na praia no Verão;
- A alegria dos meus amigos brasileiros;
- O BENFICA!!!
- O feitio desbocado e ao mesmo tempo muito querido da P.;
- Passar uma tarde com conversas parvas com as minhas amigas de e para sempre.

Por fim, last but not least: Ser independente e ter orgulho em mim, no que me tornei e no que alcancei!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Vira o disco...

... E toca o mesmo.
Apesar de ser rapariga, sempre me dei bem com rapazes. Desde a escola primária, onde mantinha uma relação de amor/ódio com o meu melhor amigo, até agora aos 20 e tal anos. Aliás, por me dar tão bem com rapazes, fui considerada muitas vezes "one of the guys" e nunca tive qualquer tipo de problema com isso.
No entanto, esta situação acabou por tornar-se desconfortável quando me comecei a interessar por rapazes. Por um lado, a minha imagem pouco feminina na altura fazia com que ninguém se desse ao trabalho de sequer me olhar e conhecer. Depois, mais tarde, foi o meu feitio que foi o impeditivo. Por me dar tão bem com os meus amigos homens, sempre me viram como a amigona, em vez de me olharem como uma mulher que também gosta de ser feminina, de que a levem a jantar fora, de (algumas) comédias românticas, enfim, que a apreciem, que lhe digam que está bonita.
Quando saí de Portugal, pensei que iria contrariar esta situação mas, mais uma vez, fui eleita a rapariga com quem os rapazes não têm problemas em sair e em falar de tudo (inclusive de outras raparigas). Tudo bem por mim, até ao dia que me voltei a interessar por alguém, depois de muito tempo, e vejo que ele só me vê como amiga.
Mais uma vez lixei-me, perdoem-me a expressão, por ser porreira.
Mas, sabem que mais? Já não importa. Já não me preocupo, porque sei que há coisas que não se forçam, simplesmente acontecem. E, enquanto espero pelo certo, vou vivendo a minha vida, vou-me divertindo, e vou continuando a ser a "amiga gajo".
Neste ponto da minha vida sinto-me bem, tenho sucesso, gosto de mim, viajo e tenho verdadeiros Amigos/as que me alegram todos os dias. Não me vou esforçar para ser algo que não sou por uma pessoa, já fiz isso e correu muito mal, mas isso fica para outra altura...

Agora, it's all about me and my happiness!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Lisboa!

Volto hoje a Lisboa, a cidade que me viu nascer e à qual tenho uma ligação inexplicável.
Confesso que não a apreciei tanto como deveria até sair de Portugal (na verdade, não valorizei realmente o meu país até sair dele...). Hoje, voltar a Lisboa é voltar a casa. Quando o avião inicia a aproximação final e vejo todas as colinas, as casas típicamente portuguesas, Alcântara, Lapa,  a Basílica da Estrela, fico emocionada como fico com poucas coisas.
Lisboa é uma cidade linda. Das melhores coisas na vida é sem dúvida passear pelo Chiado, subir até ao Castelo de São Jorge, passar no miradouro da Graça, jantar no Chapitô, beber um copo no Bairro Alto, dançar até de manhã no Lux.
Amo Lisboa! Amo o Rio Tejo, que te dá vida, amo o Fado, que é a Alma de todos os portugueses, amo a forma como és tímida, mesmo sendo tão linda. Sinto sempre saudades da minha Lisboa e é sempre reconfortante voltar.
Para ti Lisboa!
Lisboa menina e moça (Carlos do Carmo)
No castelo, ponho um cotovelo
Em Alfama, descanso o olhar
E assim desfaz-se o novelo
De azul e mar

À ribeira encosto a cabeça
A almofada, na cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressa
Na cambraia de um beijo

Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida

No terreiro eu passo por ti
Mas da graça eu vejo-te nua
Quando um pombo te olha, sorri
És mulher da rua

E no bairro mais alto do sonho
Ponho o fado que soube inventar
Aguardente de vida e medronho
Que me faz cantar

Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida

Lisboa no meu amor, deitada
Cidade por minhas mãos despida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida