quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O Presente é um presente...

"Quando foi a última vez que observaste a tua vida e ficaste assombrado?
Assombrado por te dares conta que estavas vivo, assombrado pela ordem infinita que existe nos objectos mais simples. Assombrado ao perceber que tantas vezes não prestas atenção aos presentes da vida.
Hoje, vê as coisas como se fosse a primeira vez. Mastiga a tua comida lentamente, presta atenção ao cheiro das coisas. Escuta os sonos que chegam aos teus ouvidos.
O Presente é um presente à espera de ser descoberto!" - Yehuda Berg

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Final Chapter...

Pois é... Mais uma vez enganei-me. Mais uma vez desiludiram-me. Mais uma vez levei a conversa da "tu és a minha melhor amiga". Como sabem, tenho andado entusiasmada com a possibilidade de que as coisas resultassem com o F.... Resolvi tirar tudo a limpo e não ouvi o que esperava. Bom, quer pergunta o que quer ouve o que não quer...
Enfim que saí um pouco magoada. Não porque estivesse propriamente apaixonada, mas porque foram criadas expectativas que saíram defraudadas. Mas saí também desta situação com um sentimento de força. Passo a explicar: disse-lhe o que quis dizer, falei bem com ele, mostrei que sou uma mulher adulta que não pode ser tratada de qualquer maneira e acabámos por continuar amigos. Poderia ter seguido o caminho que segui no passado: fingir que está tudo bem, tornar-me na pessoa que eu acho que ele quer que eu seja e apostar tudo numa relação que não existe, esperar pacientemente que ele finalmente olhe para mim e queira avançar, tentar, quanto mais não seja por pena. Não obrigada, não quero passar por isso outra vez.
Sou uma pessoa que gosta das coisas definidas à partida, e cheguei à conclusão que eu sou eu, e quem gostar de mim, gostará como EU sou, não como eu FINJO que sou.
Não preciso agradar a ninguém, não tenho idade nem tempo para aturar imaturidades. Quando gosto, digo que gosto, quero dar a mão na rua, quero combinar fins de semana e jantares. Não quero fingir que sou muito aberta e que não me importa não ver a cara-metade durante 8 dias. Quero ser eu!
Fiquei triste, porque depois de 2 anos finalmente baixei o meu muro protector e, mais uma vez, saí magoada. Sim, eu sei que faz parte da vida de todos, mas custa quando se passa por isso, ponto final. Quando tive aquele desgosto que todas as minhas amigas bem conhecem, parecia que toda a esperança de encontrar alguém tinha morrido para mim. Saí de Portugal e diverti-me muito, viajei muito, conheci muita gente. No entanto, interessar-me por alguém parecia impossível, porque não queria que me partissem o coração novamente. Passado todo este tempo finalmente arrisquei e lixei-me.
Mas, sabem que mais? Foi o capítulo final de uma história que nem sequer tinha bem começado, vai passar, melhor agora que mais tarde e, mais importante, eu continuo eu!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

The Spiritual Rules of Engagement

Recentemente, graças à minha amiga M., comecei a interessar-me pela Kabbalah que, mais que uma religião, é uma filosofia que tem por base o conhecimento e sabedoria como caminho para a realização pessoal. 
Quem me conhece sabe que näo sigo qualquer religião, seita ou grupo de crença. No entanto, sempre gostei de estudar sobre os mistérios que a ciência (ainda?) não consegue explicar. Estudei já várias religiões e penso que, na sua génese, defendem todas o mesmo, sejam monoteístas ou não, acreditem em Jesus, Buda ou Kirshna... Acredito que há uma força maior que influencia o nosso destino, ainda que dispongamos de livre arbítrio. Por isso acredito que, mais cedo ou mais tarde, tudo ficará bem na minha vida. 
A Kabbalah é bastante interessante como filosofia, e tem lições que podem ser úteis para todas as pessoas como eu, um pouco inseguras, interessadas por misticismo, por conhecimento, por coisas diferentes.
Confesso que nunca li nenhum daqueles livros de auto-ajuda, sempre os achei ridiculos, mas a M. acaba de me emprestar um livro de um autor kabalísta, e a verdade é que é muito interessante para todas as mulheres que procuram o amor, ou melhor, mantê-lo e fazer com que a ligação com a cara metade seja algo muito forte e espiritual. Chama-se "The Spiritual Rules of Engagement" e confesso que só vou muito no início e já tive muitos momentos "Ah ah!". Um momento "Ah ah!" é quando percebemos algo que sempre nos fez confusão, e quando fica tão claro que é quase impossível que nos esqueçamos. A primeira vez que tive um destes momentos foi quando vi pela primeira vez o filme "He's just not that into you" (BTW recomendo a todas as mulheres solteiras que o vejam pelo menos 1 vez de 3 em 3 meses).
O livro começa com duas regras simples: 1) os opostos NÃO se atraem; 2) o elemento chave da relação é a mulher. Interessante, não?
Bom vou-vos contando à medida que vá lendo!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

"Neutron Star Collision"

Às vezes temos tanto para escrever que não conseguimos escrever nada. Nos últimos dias, tem-se passado isso mesmo comigo. Estou no meio de um turbilhão de sentimentos despoletados pelo meu fim de semana. As mãos transpiram, a barriga treme, não tenho fome, a concentração é pouca. Confesso que já me tinha esquecido de como é estar neste estado. Contudo, as palavras que quero dizer não me saem. Tenho medo de dizê-las e que as rejeitem, prefiro guardá-las um pouco mais. Prefiro ter a certeza que serão bem recebidas.
O título deste post é um tema dos Muse, uma das minhas bandas favoritas. Fui vê-los a Londres e foi incrível. A paixão com que o vocalista Matt Belamy canta arrepia-me sempre. Tenho ouvido esta música non-stop e deixo-vos o link para o vídeo, apesar que pertence à saga Crepúsculo… Enfim, o que se passou no meu mundinho nos últimos meses parece exactamente isso, uma explosão, mas de coisas boas.
Hoje li numa pesquisa minha para compreender a Kaballah uma coisa muito interessante. Dizia que passamos grande parte da nossa vida à procura do amor, da pessoa certa, da pessoa que nos complete, mas que isso está errado. Nós é que nos termos de tornar a pessoa certa para sermos encontrados. Faz sentido. Na verdade, se pensarmos bem, a partir do momento em que nos sentimos felizes e realizados chamamos mais a atenção, emitimos energia positiva e atraímos coisas boas. Quem me lê (não sei se muitos se poucos, mas também não interessa), pense nisto: energia positiva atrai energia positiva. Não devemos gastar energia a procurar alguém, devemos utilizar essa energia para nos melhorarmos, física e psicologicamente e, porque não, espiritualmente.
Neste momento, trabalho para me tornar uma pessoa completa, para que me possam encontrar… Ou será que já me encontraram? Será este friozinho na barriga um sinal?

Muse: Neutron Star Collision (Love is Forever)

http://www.youtube.com/watch?v=MTvgnYGu9bg&ob=nb_av3e

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Inseguranças...

Mais uma das minhas confissões: sou insegura... Sei que às vezes escondo bastante bem, aliás as pessoas quando me conhecem normalmente têm a tendência a achar-me muito confiante. No entanto, e apesar de anos a tentar contrariar esta tendência, tenho algumas inseguranças. Sim, eu sei, toda a gente tem... Mas, eu tenho uma tendência a encontrar numa frase ou conversa uma pequena palavrinha que me faz pensar coisas do género "ela está meio chateada comigo, que terei feito?" ou "ele vai dizer que não quer sair mais comigo". 
Lembram-se do meu jantar com o F.? Pois não deu grandes frutos... Mas 6a saímos e aconteceu. Desde 6a falámos e hoje dei uma de fortona e não lhe disse absolutamente nada. Ele ligou-me à noite. Deveria ficar super feliz certo? Mas não, fiquei insegura, apesar de ele me dizer para sairmos durante a semana, perguntar como eu estava, que tinha feito hoje... O facto de ele ter dito "saimos e falamos" levou-me a pensar logo no pior! Falámos na 6a porque é que ele não tinha feito nada mais cedo, se eu não tinha sido óbvia no meu interesse... Ele disse que (ironia das ironias) se sentia inseguro sobre se eu de facto estava interessada... 
Enfim, claro que falei com a M. e a R.M. que me disseram que eu sou totalmente louca, que é óbvio que ele tem interesse, se não nem me ligaria... Mas pronto, é o meu eu inseguro a falar mais alto. 
A verdade é que no que diz respeito a relações, sempre tive tendência a culpar-me quando algo não corre bem. Aliás, depois do que me aconteceu há dois anos e tal (fica para outra altura), nunca mais me interessei realmente por uma pessoa. Sim tive "dates" e tal, mas ninguém me estimulou a sério. O F. é o meu género, inteligente, mesmos interesses, mesmos gostos, mesmas ambições... Talvez por isso esteja com medo de realmente me envolver, medo de passar mal outra vez. Estou a tentar não levantar a minha cortina de ferro e deixar-me levar, mas better said then done. 
Resta-me então esperar pelo amanhã e continuar a tentar ser confiante. 
Vou contando! 

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Os olhos não vêem, mas o coração sente...

Viver longe tem destas coisas. Há vezes em que queriamos estar no nosso País, queríamos apoiar quem de nós precisa nos momentos maus, e não conseguimos voltar rapidamente. Isto custa mais do que possam imaginar. A preocupação torna-se em culpa, por não podermos estar presentes.
Hoje o meu post é dedicado a ti. Deste-nos um grande susto esta semana, fiquei muito preocupada contigo. A saúde prega-nos partidas, mas sei que te vais recuperar rapidamente e voltar a criticar as criancinhas e os velhos, e a ser aquele F. que conhecemos e adoramos. Desculpa não estar aí, desculpa não te ir ver. Sei que compreendes e não ligas, mas queria estar aí para ti. És das pessoas que mais gosto neste mundo, já vivemos coisas muito boas e muito más, e tu apoiaste-me sempre quando eu precisei. Estiveste lá para mim, quanto mais não fosse para dizer uma piada daquelas bem secas para me fazer rir quando eu estava mal. Não tens problema nenhum em dizer que gostas de mim, tal como eu gosto de ti, porque a nossa amizade
é assim, e sempre vai ser.
Por agora vou aguardando as noticias que me vão passando. Põe-te bom depressa e não nos voltes a pregar um susto destes!
Vejo-te em breve meu AMIGO!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Aftermath

Este fim de semana diverti-me. Muito. Aliás, mesmo muito. Foi mais uma ida a Munique para a tão famosa Oktoberfest. 
Foi a minha segunda ida, cheia de cerveja, roupa típica alemã, amigos, wurstl e, infelizmente para mim, muita chuva e frio. Digo infelizmente porque depois de 1h30m na chuva e no frio às 7 da manhã para tentar ter mesa na tenda da Paulaner (missão cumprida by the way), fiquei sem voz e com uma constipação que, para além de me ter impedido de me levantar a horas hoje de manhã, fez com que tivesse de voltar para casa às 3 da tarde. 
Voltar para casa cedo é bom (claro que é muito melhor quando não se está doente e tem de se fazer chá e canja e tal), dá para vestir o pijama e uma sweatshirt, por uma mantinha em cima das pernas, ver uns filmes (Up in the air foi a minha escolha, muito bom), ler, ver todos aqueles programas estúpidos da tarde e escrever no blogue.
Para além de tudo isto, ainda dá para ler os blogs que costumamos seguir. E foi assim que tive o meu momento de revolta diário. Ao ler o Croquete e Girassol deparei-me com a crónica da escritora light mais idiota do nosso pequeno jardim à beira mar plantado. A Margarida Rebelo Pinto. A crónica denominava-se "As Gordinhas" e foi talvez a coisa mais estúpida e ressabiada que já li. A Croquete tem razão quando diz que é um estilo de escrita. O estilo de escrita desta senhora sempre foi chocar, escrever alguns palavrões e algumas coisas que ela acha que são verdades e esperar que uma data de pessoas ávidas por ler qualquer coisa compre os seus livros. Sou sincera, quase li um que me ofereceram. Quando cheguei a metade desisti, porque era tão ridículo que não consegui acabar. 
Sinceramente, o que me choca não é a escrita dela. O que me choca é que ela seja sequer considerada escritora. Penso que não é preciso ter muito talento para escrever 100 páginas de sexo, palavrões e clichés. Além disso, um verdadeiro escritor é humilde e, mais importante, tem talento. Até penso que há escritores light que escrevem bem, são agradáveis de ler e tal, mas a MRP não é escritora, é uma autora de livros "coquete" que as pessoas que necessitam de dizer que são cultas pelo menos porque lêem uma amostra de livro compram. 
Tenho de confessar, a crónica afectou-me, tocou-me "las narices", como dizem aqui neste deserto, porque eu mesma pertenço a grupos de rapazes, tenho confiança, sou igual com eles e com as minhas amigas e eles protegem-me. Agora, abrir as pernas e fazer chichi num qualquer beco do Bairro Alto nunca fiz. Quanto ao conselho de "arranjar um namorado, ou uma dieta, ou os dois", também tenho um conselho para as "boazonas" como a MRP que se sentem ameaçadas pelas "gordinhas". Conquistem-nas e verão que é muito mais fácil que os nossos amigos olhem para elas. Sejam menos fúteis, ou arranjem uma personalidade, ou os dois! 
Bom, depois deste meu momento de revolta, vou tomar o meu cocktail de comprimidos para a constipação e dormir!