terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Just move on

Com o tempo aprendemos muitas coisas, mesmo muitas. Uma delas, tal vez das mais importantes, é que a importância que damos a certas coisas vai diminuindo com o tempo. E por certas coisas refiro-me às coisas que nos chateiam, que nos deixam tristes e magoados. 
O tempo é um óptimo remédio. Cura desgostos amorosos, aproxima-nos de quem realmente gosta de nós, afasta-nos de quem não merece a nossa estima. E com o tempo só aprendemos a lidar com isso. 
Quando saí de Portugal foi notório. Pessoas que eu considerava próximas, que chegaram a fazer drama do facto de eu vir para Madrid, acabaram por me tratar como se vivesse no fim do mundo e não a 1h de avião. No inicio isso incomodou-me, é óbvio. Mas hoje já não significa nada para mim. E porquê? Porque os meus verdadeiros amigos ainda me ligam, ainda me convidam para os aniversários (sabem que eu faço o esforço por ir), e cada vez que estou em Lisboa e saio com eles é como se nos tivessemos visto no dia antes. 
O tempo ensina-nos a lidar com tudo, a "move on" e a dar mais importância a nós mesmos. Uma espécie de egoísmo positivo que só nos leva a bom porto, porque podemos por fim ser selectivos nas pessoas que escolhemos para nos rodear. 
Sabem que mais, desde que estou aqui fiz amigos de muitos países, e muitos deles já voltaram. Engraçado que quando falo com a minha amiga colombiana, é como se estivessemos estado juntas ontem, a proximidade é a mesma, apesar de termos convivido por menos de um ano. Já com algumas pessoas que convivi anos de faculdade, que considerava grandes amigos, hoje são mais conhecidos com os quais já não me identifico.
Realmente, o tempo é muito engraçado...

Countdown...

18 DIAS!!! Já está tudo a postos para a minha chegada ao RIO!!!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Donos da verdade

Há muita coisa que me tira do sério, há mesmo. Uma delas é a intolerância que muita gente tem para com as ideias dos outros. Vivemos numa era de egoísmo, e cada qual tem a tendência de pensar e de só compreender o que para si é o correcto. É muito raro pormo-nos no lugar dos outros e tentar abrir a cabeça para entender porque a outra pessoa pensa dessa forma, e porque toma certas decisões.
Mais do que entender é preciso respeitar. Acredito piamente que se fosse esta a forma de vida de toda a gente, tudo seria mais fácil e melhor. Os conflitos que criamos normalmente derivam deste egoísmo latente por toda a sociedade. No século XXI somos cada vez mais "judgemental" e criticamos quem não segue a mesma forma de vida que nós, até ao ponto de tomar posições radicais contra certos indivíduos / tribo urbana.
Acreditem, não digo isto só em relação a quem é conservador, mas sim também em relação aos liberais. Dou um exemplo. Aqui há uns anos, tornou-se moda (sim moda) ser do Bloco de Esquerda. A partir daí, todos eram donos da verdade, todos eram super liberais e quase nenhuns liam os programas de governo do Bloco de Esquerda (pasmem-se). Pois eu dei-me ao trabalho de ler, e é ridículo, mas ai de mim dizer isto em público.
Outra moda que surgiu mais ou menos nessa altura foi ser "contra" a Igreja Católica. Atenção, não sou católica, não frequento qualquer igreja ou religião, portanto não sou pessoa de interesse nesta questão. O que não aceito é que de repente toda a gente que é católica seja vista como "beatos" ou "pedófilos" ou ignorantes. Tal como não aceito que um católico me critique pela minha opção de não seguir nenhuma religião, é apenas uma questão de não ter encontrado ainda nenhuma via para a minha espiritualidade (que está cá, acreditem).
Basicamente, o que quero dizer é que a liberdade de expressão é muito bonita e tal, mas que tal respeitarmos os outros? Afinal de contas somos todos seres humanos. Não é por uma pessoa tomar uma opção diferente que é pior pessoa... é apenas diferente. Temos de aprender a tolerar os outros. Temos de aprender a ser mais abertos e não querer que toda a gente seja como nós, sob pena de ser ostracizado.
Deixemo-nos todos de ser "donos da verdade" e tenhamos a humildade de ouvir aqueles que nos rodeiam e pensar sobre o que nos torna especiais - sermos seres únicos e pensarmos todos de forma diferente.

Countdown...

23 DIAS!!!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Finalmente...

 Finalmente tomei coragem e resolvi publicar um dos meus textos de ficção...


Hoje acordei diferente. Não consigo dizer o que é, mas sinto que algo mudou. Como todos os dias, olho-me no espelho. Não consigo detectar nada, mas no entanto é óbvio que tudo está diferente.
Abro a janela e respiro profundamente. A cidade cheira bem, cheira a Junho, a Sol e a Mar. Amo esta cidade, e só agora o noto realmente. Um sorriso brota dos meus lábios.
Olho para a cama e vejo-te. Dormes profundamente com o teu ar de anjo que me deixa totalmente indefesa. Só tens esta expressão quando dormes, e eu adoro observar-te. Tu sabes disso.
A tua mão procura a minha presença junto a ti e volto para a cama. Abraças-me e uma sensação de pura felicidade atravessa o meu corpo. Estou tão feliz que me sinto flutuar.
De repente tudo é óbvio. Já sei o que mudou em mim. Já não sinto medo.
Vivi toda a vida com medo de tudo. De não vencer, de me perder na vida, medo de aviões e de palhaços, medo de me dar e medo de sentir o amor verdadeiro e de me magoar. Medo de ser eu mesma e ser rejeitada. Medo de te perder. Mas hoje, enquanto me abraças, percebo que já não sinto medo. Sei que ficarás comigo porque me amas como eu sou, com todos os defeitos e qualidades, e sei que te amo por quem tu és. Nunca nos escondemos através de máscaras. Sabemos tudo um sobre o outro e não há nada que quebre esta ligação, este amor.
A minha insegurança foi-se, sou livre e sinto-me imbatível.

Countdown

24 dias...