terça-feira, 17 de maio de 2011

Triste

Hoje estou triste, muito triste. Não que não esperasse a desilusão, mas ainda assim custa.
Precisava das R's aqui hoje. Mesmo.

Só espero conseguir daqui rapidamente.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Amsterdam...


Pela 3ª vez, e 2ª no espaço de 6 meses, vou para Amsterdão no próximo sábado. Adoro a cidade, os canais, as casas estreitas, as bicicletas, as tulipas e até os coffeeshops e o red light. No entanto, desta vez, a viagem tem um sabor agridoce. 
É uma viagem de despedida, supostamente de solteira, mas também despedida porque a nossa amiga volta definitivamente para o Brasil na segunda-feira. A R. aturou muita coisa minha aqui em Madrid. Nos dois anos que vivo aqui, ela fez parte de tudo ou quase tudo. Todas as manhãs, no meu carro a caminho do trabalho, viviamos de tudo. Choradeiras e mau feitio, alegrias, risadas, histórias de fins de semana loucos, o noivado dela, a felicidade porque por fim está onde deve estar, com o H. 
Sem dúvida é a pessoa que mais coisas viveu comigo aqui. Quando outros me desiludiram ou trataram mal, ela deu-me o abraço que precisava. Quando sofri por semi desgostos amorosos, ou porque não me sentia bem comigo mesma, ela deu-me a mão. Quando quis festejar ou esquecer problemas, foi ela quem me levou a sair. Foi ela que me obrigou a sair de casa quando não queria nem sair da cama (especialmente de manhã).
Não vai ser fácil deixá-la no aeroporto na segunda, mas ao mesmo tempo fico com a M. aqui em Madrid e com uma sensação de felicidade alheia, porque se a história dela deu certo então todas podem dar, toda a gente pode encontrar a felicidade, mesmo depois de muito tempo de encontros e desencontros. 
Em Fevereiro de 2012 estaremos em São Paulo na festa que promete ser de arromba, para dar mais uma vez aquele abraço e partihar toda a felicidade dela. 
Até lá, vamos curtir funk em Amsterdam e continuar a ser felizes. 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Casmurrice...

O FMI chegou (adoro as expressões dos jornais e as fotos dos senhores com a pasta preta), mas mesmo assim continuamos sem aprender. O Governo português, que é um querido para os seus (excessivos) funcionários, decidiu dar tolerância de ponto na quinta-feira à tarde a todos os funcionários públicos.
Eu sei que os desgraçados dos funcionários públicos devem estar todos muito stressados e cansados. Afinal não só têm melhores horários que os comuns mortais que trabalham no privado, como também são menos produtivos em média e beneficiam de melhores condições de reforma, coitados.
Podem-me até dizer: não é uma tarde que faz a diferença... O problema é que não é uma tarde, são as tolerâncias de ponto porque a 3a é feriado, o Carnaval, porque o Papa vem a Portugal, porque está o Obama... Bom, a acumulação de privilégios, que é uma grande parte do problema que a nossa economia sofre.
Entretanto, os senhores MIB do FMI já disseram que temos demasiados funcionários públicos e a CGTP (até me arrepio quando vejo alguma notícia sobre esta organização) já disse que não quer que sejam aplicadas medidas que estão a ser aplicadas noutros países. Ou seja, a CGTP continua a defender aumentos de 3%, a manutenção de todos os funcionários públicos, redução de horários.
Só me pergunto: MAS SERÁ QUE NÃO APRENDEMOS? Continuamos na nossa casmurrice de "a culpa é do governo" e continuamos sem fazer nada para melhorar a nossa própria situação. Os portugueses só têm direitos, deveres é uma palavra desconhecida. Por exemplo, um funcionário das finanças tem o direito a sair às 16h, mas não considera ter o dever de atender bem as pessoas, parece que faz um favor quando, na verdade, são as pessoas que atende que lhe pagam o salário.
Mas continuem a beneficiar toda esta gente, continuem com tolerâncias de ponto e horários reduzidos.  Assim não saímos do buraco nem que a vaca tussa. 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Já não falta tudo...

Duas semanas: menos 4kgs, 4cms de cintura e de peito e 2 de anca! Consegui, custou mas consegui! Agora é continuar o bom caminho para ir apanhar sol bem na linha!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Chegou a Primavera!

Pois é... Chegou o meu mês favorito, Abril (não só pelo bom tempo, mas também porque é o mês do meu aniversário) e com ele chegou finalmente o bom tempo. Adoro o calor de 20 graus, que ainda não é calor de praia, mas é o ideal para se estar a trabalhar, o começar a usar manga curta e um blazer em vez do sobretudo, o sol, as flores, tudo! Quem me ouve falar até pensa que sou a pessoa mais bem-disposta do mundo... Mas não sou. Se não fosse o bom tempo acho que já me teria atirado à linha do metro (exagero claro). Entre uma dieta em que só posso comer proteínas (obrigada doutor por me tirar o pão) e um trabalho para o qual tenho zero motivação (não pelo trabalho em si, mais pela minha entidade empregadora), e constantes viagens para reuniões que não servem para nada, ando estoirada.
Todos os dias o drama repete-se: toca o despertador, penso "só mais 10 minutos", depois outros 10 e outros 10 até que já estou 40 minutos atrasada. Lá vou eu de carro a queixar-me de tudo e todos e a mandar vir com os espanhóis que conduzem pior que um senhor de 80 anos do interior sem carta.
O que vale, realmente, é que chegou a primavera e que 6a feira vou visitar um amigo a Genebra!

sábado, 19 de março de 2011

Há vezes...

Em que as pessoas certas se encontram no sítio certo na hora errada. E depois do breve encontro, depois de terem partido cada uma para seu lado, ficam a pensar "e se?"...

terça-feira, 15 de março de 2011

Fala sério...

Por amor de deus! São 11h40 da manhã e só penso em levantar da minha cadeirinha e conduzir 600kms até Lisboa só para pregar um par de estalos em todos aqueles senhores que estão confortavelmente sentados lá para os lados de São Bento a dormir uma sestinha (a pré-almoço). Então querem voltar atrás com a decisão de aumentar o IVA do golfe para 23% e mantê-lo na taxa reduzida de 6% porque dizem que o turismo/golfe vai ser a base da recuperação económica do país. Hilariante! Especialmente quando o IVA do peixe, da fruta, da coca-cola e até do atum está em 23%.
Ou seja, os nossos queridos políticos preferem que a população passe fome desde que tenham ingleses a pagar pouco para jogar golfe em Vilamoura.
Concordo que o turismo é a nossa melhor hipótese de sairmos deste poço de tristeza, mas precisamente porque já temos condições consideradas como das melhores da Europa para a prática de golfe e porque o público target considera Portugal mega barato (perguntem a qualquer inglês) não faz sentido não aumentar o IVA num serviço que é de luxo. Especialmente se se aumenta noutros que são essenciais, ou quase.
Há outras formas de promover o turismo em Portugal e, mais importante, a marca Portugal. Dou um exemplo. Tentem encontrar um vinho português em Espanha. Ou um queijo. Ou um enchido. A sério, tentem. Estamos ao lado, por amor da santa, e não há produtos portugueses. E que tal o Governo apostar em medidas para facilitar a exportação dos nossos produtos??? Do outro lado do Atlântico existe um país com um crescimento brutal que fala a nossa língua, e onde a classe média está a desabrochar e onde as pessoas todas dizem "gostava tanto de ir a Portugal!" e não há uma publicidade ao turismo português. Os jovens brasileiros que vêm fazer o chamado "mochilão" pela Europa aterram em Madrid e seguem para Londres, Paris, Amsterdão, Berlim e não passam por Lisboa. Porquê? Porque não promovemos absolutamente nada no Brasil. Mais grave, temos a TAP a voar para um monte de cidades no Brasil e as pessoas preferem ir de Ibéria, porque é mais barato. Ora saindo de Madrid são mais kms do que saindo de Lisboa, que tal a TAP promover o turismo em Portugal oferecendo pacotes a preços razoáveis para os brasileiros (não digo baratos, porque já existe muito dinheiro no Brasil, mas preços competitivos)?
Realmente, se querem que o turismo seja a base do nosso crescimento económico, não é através da redução do IVA dos campos de golfe que vamos conseguir. Mas como infelizmente os nossos políticos são apenas isso - políticos - não existe noção económica. E isto é muito grave...