segunda-feira, 20 de junho de 2011

Ai Portugal Portugal

Tenho para mim que grande parte dos graves problemas do nosso país passam pela francamente vergonhosa oposição que temos tido basicamente desde o 25 de Abril, o que engloba todos os partidos.
A propósito da formação do novo governo, ao qual dou um grande benificio da dúvida e que me parece incluir pessoas com provas dadas na sua área de actuação, apenas ouvi a oposição a reclamar da falta de "experiência política" dos novos ministros. Sim, porque é isso que se quer!
Acho mesmo piada a este argumento. Uma pessoa até teve a coragem de me dizer que o Nuno Crato defende a educação das elites e que vai tornar tudo mais difícil. Ainda bem, os exames não são para ser fáceis, mas não é a educação de elites que ele defende. É a educação de excelência. E isso é muito importante, porque grande parte dos nossos desempregados são jovens que tiraram cursos da treta, com notas da treta, e não têm onde trabalhar porque não existem vagas suficientes para todos.
Sinceramente, acho melhor a oposição começar a preparar-se para colaborar de verdade com o governo, pois só assim poderemos seguir em frente. Larguem essa da experiência política, porque sinceramente é uma estupidez. Por exemplo, o Fidel Castro tem muita experiência política, mas quem queriam para ministro da Economia, ele ou o Warren Buffet? Parece-me óbvio.
E o Louçã? Porque é que ele ainda é o Supra Sumo do BE? Aliás, porque é que ainda existe o BE? O Louçã é uma pessoa que escreve artigos sobre economia até interessantes e depois vem dizer o contrário às massas. Acho lindo que defenda que todos deveriamos ser iguais, mas depois vive num palacete na Lapa. E agora é que viu que deveria ter ido às reuniões com a Troika? Depois de perder 8 deputados... Assim também eu obrigada.
E o PS tem de se decidir em breve entre o idiota numero 1: Assis, ou o número 2: Seguro. Até choro quando os ouço na TV, especialmente ao Assis, que o contributo mais interessante que deu foi quando levou de populares em Felgueiras.

Deixem mas é o novo governo fazer o seu trabalho e colaborem, porque é para isso que são pagos pelos portugueses!

Apenas mais uma nota. Apesar de não ter votado nestas eleições, por motivos que só a mim interessam, sempre votei mais "rosinha", portanto estou completamente à vontade para criticar a vergonha em que se tornou esse partido.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Há vezes em que achamos que já esquecemos uma pessoa, depois vemos que não, e depois pensamos porque é que não e vemos que é porque ela nunca nos deixou ir realmente. 
Percebi isso no fim de semana passado, e o pior é que ainda não me saiu da cabeça. E depois, de repente alguém me convida para sair e tudo o que consigo pensar é em dizer "olha desculpa, mas gosto de uma pessoa e não estou preparada para esquecer totalmente". E depois fico irritada comigo mesma, porque deveria realmente move on. 
O problema é quando se finge durante muito tempo que não importa, quase que nos convencemos disso, e depois afinal não é assim, afinal importa e afinal só queremos passar todo o tempo com essa pessoa, estar com ela, falar com ela. 
É uma merda, realmente. E, para agravar tudo, não se pode simplesmente dizer "não quero falar mais contigo" porque sabemos que a falta que essa pessoa faria na nossa vida era pior que simplesmente fingir que não se sente nada. 

terça-feira, 17 de maio de 2011

Triste

Hoje estou triste, muito triste. Não que não esperasse a desilusão, mas ainda assim custa.
Precisava das R's aqui hoje. Mesmo.

Só espero conseguir daqui rapidamente.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Amsterdam...


Pela 3ª vez, e 2ª no espaço de 6 meses, vou para Amsterdão no próximo sábado. Adoro a cidade, os canais, as casas estreitas, as bicicletas, as tulipas e até os coffeeshops e o red light. No entanto, desta vez, a viagem tem um sabor agridoce. 
É uma viagem de despedida, supostamente de solteira, mas também despedida porque a nossa amiga volta definitivamente para o Brasil na segunda-feira. A R. aturou muita coisa minha aqui em Madrid. Nos dois anos que vivo aqui, ela fez parte de tudo ou quase tudo. Todas as manhãs, no meu carro a caminho do trabalho, viviamos de tudo. Choradeiras e mau feitio, alegrias, risadas, histórias de fins de semana loucos, o noivado dela, a felicidade porque por fim está onde deve estar, com o H. 
Sem dúvida é a pessoa que mais coisas viveu comigo aqui. Quando outros me desiludiram ou trataram mal, ela deu-me o abraço que precisava. Quando sofri por semi desgostos amorosos, ou porque não me sentia bem comigo mesma, ela deu-me a mão. Quando quis festejar ou esquecer problemas, foi ela quem me levou a sair. Foi ela que me obrigou a sair de casa quando não queria nem sair da cama (especialmente de manhã).
Não vai ser fácil deixá-la no aeroporto na segunda, mas ao mesmo tempo fico com a M. aqui em Madrid e com uma sensação de felicidade alheia, porque se a história dela deu certo então todas podem dar, toda a gente pode encontrar a felicidade, mesmo depois de muito tempo de encontros e desencontros. 
Em Fevereiro de 2012 estaremos em São Paulo na festa que promete ser de arromba, para dar mais uma vez aquele abraço e partihar toda a felicidade dela. 
Até lá, vamos curtir funk em Amsterdam e continuar a ser felizes. 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Casmurrice...

O FMI chegou (adoro as expressões dos jornais e as fotos dos senhores com a pasta preta), mas mesmo assim continuamos sem aprender. O Governo português, que é um querido para os seus (excessivos) funcionários, decidiu dar tolerância de ponto na quinta-feira à tarde a todos os funcionários públicos.
Eu sei que os desgraçados dos funcionários públicos devem estar todos muito stressados e cansados. Afinal não só têm melhores horários que os comuns mortais que trabalham no privado, como também são menos produtivos em média e beneficiam de melhores condições de reforma, coitados.
Podem-me até dizer: não é uma tarde que faz a diferença... O problema é que não é uma tarde, são as tolerâncias de ponto porque a 3a é feriado, o Carnaval, porque o Papa vem a Portugal, porque está o Obama... Bom, a acumulação de privilégios, que é uma grande parte do problema que a nossa economia sofre.
Entretanto, os senhores MIB do FMI já disseram que temos demasiados funcionários públicos e a CGTP (até me arrepio quando vejo alguma notícia sobre esta organização) já disse que não quer que sejam aplicadas medidas que estão a ser aplicadas noutros países. Ou seja, a CGTP continua a defender aumentos de 3%, a manutenção de todos os funcionários públicos, redução de horários.
Só me pergunto: MAS SERÁ QUE NÃO APRENDEMOS? Continuamos na nossa casmurrice de "a culpa é do governo" e continuamos sem fazer nada para melhorar a nossa própria situação. Os portugueses só têm direitos, deveres é uma palavra desconhecida. Por exemplo, um funcionário das finanças tem o direito a sair às 16h, mas não considera ter o dever de atender bem as pessoas, parece que faz um favor quando, na verdade, são as pessoas que atende que lhe pagam o salário.
Mas continuem a beneficiar toda esta gente, continuem com tolerâncias de ponto e horários reduzidos.  Assim não saímos do buraco nem que a vaca tussa. 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Já não falta tudo...

Duas semanas: menos 4kgs, 4cms de cintura e de peito e 2 de anca! Consegui, custou mas consegui! Agora é continuar o bom caminho para ir apanhar sol bem na linha!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Chegou a Primavera!

Pois é... Chegou o meu mês favorito, Abril (não só pelo bom tempo, mas também porque é o mês do meu aniversário) e com ele chegou finalmente o bom tempo. Adoro o calor de 20 graus, que ainda não é calor de praia, mas é o ideal para se estar a trabalhar, o começar a usar manga curta e um blazer em vez do sobretudo, o sol, as flores, tudo! Quem me ouve falar até pensa que sou a pessoa mais bem-disposta do mundo... Mas não sou. Se não fosse o bom tempo acho que já me teria atirado à linha do metro (exagero claro). Entre uma dieta em que só posso comer proteínas (obrigada doutor por me tirar o pão) e um trabalho para o qual tenho zero motivação (não pelo trabalho em si, mais pela minha entidade empregadora), e constantes viagens para reuniões que não servem para nada, ando estoirada.
Todos os dias o drama repete-se: toca o despertador, penso "só mais 10 minutos", depois outros 10 e outros 10 até que já estou 40 minutos atrasada. Lá vou eu de carro a queixar-me de tudo e todos e a mandar vir com os espanhóis que conduzem pior que um senhor de 80 anos do interior sem carta.
O que vale, realmente, é que chegou a primavera e que 6a feira vou visitar um amigo a Genebra!