segunda-feira, 12 de setembro de 2011

10 anos

Estive todo o fim de semana na Alemanha, para o casamento da Sandra e do Christian (foi fantástico por sinal), e ontem não tive tempo para escrever a homenagem que queria a este dia.
Já passaram 10 anos mas parece que foi ontem. Ainda quando voltávamos a Frankfurt falamos onde cada um de nós estava naquela 3a feira de Setembro, em 2001. Eu sei onde estava. Todos sabemos. Vivíamos uma época onde parecia que já não havia História, já tudo estava escrito, e caminhavamos tranquilamente para o futuro. Naquele dia tudo mudou.
Estava a almoçar com os meus pais e recordo-me de como de repente toda a gente no restaurante se juntou em frente à televisão. Quando cheguei nem queria acreditar que um avião havia chocado com uma das Torres Gémeas. Foi então que o terror tomou conta de mim, ao mesmo tempo que um outro avião chocava contra a segunda torre. Efeito da Globalização, todos vimos isto em directo. Parecia um pesadelo, um filme, algo tão irreal que não podia ser verdade. Depois ver as pessoas desesperadas a saltar sabendo que só iam encontrar a morte foi simplesmente aterrador.
Nesse dia, houve quem pensasse que tivesse vencido. Não digo quem, apesar de tudo ainda tenho para mim que a história não foi totalmente bem contada, e acredito que os EUA tiveram uma mãozinha no que se passou. Pelo menos saberiam dos planos, e isso ninguém me tira da cabeça. Talvez um dia saibamos a verdade. Mas até lá continuamos a lutar contra o terrorismo (o da Al-Qaeda e o dos EUA). Tentaram controlar-nos, tentaram que tivéssemos medo de voar, de viver sob a ameaça constante de uma Jihad. Sempre que entro num avião penso que é um acto de negar que me tirem as minhas liberdades, de coragem, de provar que temos de seguir. 
O dia 11 de Setembro ganhou um significado muito especial, vivemos História nesse dia, o mundo mudou. E drásticamente. Infelizmente, olho para as notícias e para o que se passa na Europa neste momento, toda a crise financeira, e não consigo deixar de pensar em como as tensões geopolíticas crescem neste momento. E em como há interesse nisso. E em como precisam de vender armas.
Assusta-me que se tratem os assuntos com uma leviandade tal que ninguém comenta que se o Euro acaba, também a União Europeia, e a guerra pode estalar novamente. Espero estar enganada, mas vivemos um momento muito complicado e assustador.
Voltando ao tema principal, todos os anos penso em todas as pessoas que perderam a vida injustamente num acto de cobardia sem descrição e também em todos aqueles que sobreviveram e têm de viver toda a sua vida a relembrar o dia em que amigos e colegas morreram, e onde eles também poderiam ter perdido a vida.
Que nunca esqueçamos o que foi o 11 de Setembro de 2001.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Problemas...

Problemas todos os temos, mas sem dúvida que uns mais que os outros. 
Por vezes penso o quão egoísta sou quando penso que tenho um problema horrível, que parece que não tem resolução, que a minha vida é uma merda. Nessas alturas devia mesmo levar um par de estalos, porque os meus problemas quando comparados com os de outras pessoas, são peanuts. 
A mãe de uma das minhas melhores amigas luta há 3 anos contra um cancro. Já é o segundo. O primeiro foi relativamente ultrapassado, apenas para voltar passado um ano. Infelizmente, a segunda vez não foi tão benevolente para ela. Tem sofrido muito, mas muito mesmo, fisica e psicologicamente. Está cansada de lutar e não ver resultados. E como ela, a família também está cansada de ver a pessoa mais importante para eles sofrer. Hoje soube que, apesar de todos os esforços, apareceram nódulos no fígado e no baço. Tudo indica que sejam metáteses. Não é fácil, e a M. esforça-se para não mostrar o desespero que tem dentro dela, ao ver que a mãe poderá não estar presente por muito mais tempo. Alterou a vida dela e vai voltar para Portugal (vive em Inglaterra), para poder estar perto da mãe. 
Nestas alturas penso na sorte que tenho, por ter saúde, por ter uns pais que são saudáveis dentro dos possíveis, por não ter de ouvir a minha mãe a passar-me todos os códigos bancários "just in case". 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Wedding Day...

Ela casou-se no sábado. Estava linda linda linda! Emocionei-me, claro está.
O casamento foi perfeito, super divertido e foi bom estar com amigos a partilhar um dia tão especial. A nossa mesa foi claramente das mais animadas, o que só podia, dado ser a mesa do ISEG! 
Adorei tudo e desejo tudo de bom, sei que a vida deles vai correr ainda melhor do que o dia do casamento, que já foi perfeito! 
6a lá vou eu para Frankfurt para mais um casamento, vamos lá ver se apanho outra vez o bouquet ahahah!  

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Paixões

Hoje falo de uma das minhas maiores paixões: cozinhar.
Começou como um hobby ainda bastante novinha, evoluiu para uma verdadeira terapia. Muitas vezes, normalmente à 6ª feira, chego a casa bastante stressada ou triste com alguma coisa e volto-me para a cozinha. A combinação de beber um bom vinho enquanto me concentro numa receita faz com que simplesmente o meu corpo fique liberto das coisas que estão a pesar nos ombros.
Quando estou realmente frustrada com o meu trabalho, penso que errei na profissão, que devia ter estudado culinária e ser chef. Depois penso que ainda estou a tempo, que posso largar tudo, e ir abrir o restaurante que já está mais que imaginado na minha cabeça. Claro que logo cai a realidade e vejo que tenho de ganhar algum dinheiro antes... Talvez um dia...
Entretanto, vou-me entretendo a cozinhar para mim e alguns amigos e familiares. Muitas vezes retiro inspiração de um blogue de outra apaixonada pela cozinha. Podem vê-lo aqui. Garanto que as coisas são simples de fazer e as receitas saiem sempre bem!

domingo, 28 de agosto de 2011

Relações

Isto das relações não é fácil. Nenhuma, seja profissional, familiar, de amizade ou, e principalmente, as amorosas. Todas têm altos e baixos, umas pedem mais esforço que outras, de umas saímos facilmente, de outras nunca saímos. 
Esta minha amiga, que casa no próximo sábado, uma vez disse-me ter "pena" (atenção, como forma de expressão, não no sentido negativo) de eu e outras amigas não termos ainda encontrado as "nossas pessoas". Que somos miúdas boas, inteligentes, e continuamos sozinhas apesar das nossas várias qualidades. Até a mim às vezes me custa compreender porque continuo sozinha quando um dos meus objectivos é ter alguém. Mas depois volto à minha racionalidade e entendo que simplesmente ainda não encontrei a pessoa certa, e não tenho de ter pressa da encontrar. E não tenho. Simplesmente porque muitas vezes já me pus na situação de estar tão disponível para a outra pessoa, que acabo por ser desrespeitada e não ser levada a sério. 
Ter um objectivo a longo prazo é isso mesmo, não precisa de ser já. Por enquanto ainda prefiro estar sozinha que mal acompanhada, como já estive. No entanto, acredito que vou encontrar essa pessoa, é o que me faz sair da cama todos os dias, a esperança que ele anda por aí e que quando o conhecer não me vai dizer: "és espectacular, a minha melhor amiga!" ou "tu és tão linda, e tão fixe, que bom ser teu amigo!", como me acontece mais ou menos 1 em cada 1 vez que conheço alguém por quem me interesso. 
Enfim, até lá fico feliz pelas amigas que realmente encontraram a pessoa certa para elas, na certeza que elas ficarão feliz quando eu também encontrar. 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Livro

No outro dia, durante um concerto, a minha grande amiga P. desafiou-me, meio na brincadeira, a escrever um livro sobre a minha experiência pessoal. 
Hoje comecei a escrever. Estou a tentar manter o tom divertido, mesmo falando de coisas que me magoaram a sério. Reconheço que provavelmente nunca será publicado, mas mesmo assim, se chegar às minhas amigas, e futuras filhas de nós todas, a missão será cumprida. 

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Back...

Acho que nunca tinha rido tanto numas férias... Mesmo!
O grupo fantástico, a sítio espectacular (VÃO A HVAR!!!), a festa o máximo e a praia (de pedra) muito boa! Adorei a Croácia (já disse para irem a Hvar???), os fins de tarde no Hula Hula, o Carpe Diem, o passeio de barco... tudo!
Conhecemos montes de gente quase tão louca como nós, parecia que não havia champanhe rosé suficiente para nos matar a sede, a comida foi muito boa (nem sei como não engordei).
O pior foi voltar! Aqui estou, de novo no inferno de Madrid, mas ao menos mais descansada e no mês onde ninguém trabalha. Agora é aproveitar fins de semana para apanhar solinho, que bem preciso para manter o bronze.