quarta-feira, 30 de maio de 2012
Mudanças
Não, não vou mudar de país ou cidade (embora quisesse...). Vou mesmo mudar de casa.
Durante 3 anos vivi num apartamento de 35m2 muito fofinho e tal, mas muito pequenino. Claro que para mim era suficiente. Até o dia que percebi que estava a pagar muito mais do que deveria por ele.
Dado que o meu senhorio é piloto da Iberia e que tem o prédio todo onde eu vivo, pensei que me baixaria a renda... Claro que não, porque o mercado imobiliário está tão bom aqui... Pois que fique com a casinha, porque eu encontrei um apartamento lindo de morrer, duas ruas ao lado da minha, com 55m2, com FORNO (isto era essencial) e mais barato. Assim que dia 1 de Julho estou de mudanças!
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Dealbreakers 6!
E... voltamos a esta linda rúbrica. E voltamos porque recentemente aconteceu-me o TOPO das situações! A sério, agora até me riu, mas imaginem a minha cara quando uma pessoa com quem andava a sair me diz:
"Gosto muito de ti, mas não posso escolher entre ti e ela, não quero deixar nenhuma das duas" - sobre pelos vistos ter outra na Hungria
"Para além de vocês, é óbvio que também dormi com outras mulheres, afinal eu sou só vosso amigo... Que posso fazer? Adoro mulheres..."
Óbvio que lhe dei um real pontapé no rabiosque, mas no fundo enriqueceu a nossa querida rúbrica com:
Ter uma relação estável com duas mulheres em países diferentes - DEALBREAKER!
Para além dessas duas mulheres, andar a dormir com outras porque "adoro mulheres" - DEALBREAKER!
Quando eu achava que já não me podiam surpreender... Surpreendem! Mas sem problema, eu estou bem, disse o que tinha a dizer (basicamente destruí-o) e andei para a frente. Afinal de contas I wasn't that into him...
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Elis
Quando escrevi sobre Chico disse que gosto muito de Elis Regina. Bom, não é gostar, é muito mais que isso.
A voz dela para mim não tem descrição e as músicas dela já tocaram muito a minha vida. Quando estou revoltada oiço o "Como nossos pais", quando estou triste oiço "Romaria" ou "Atrás da porta" e quando estou a sentir novamente a minha força interior oiço "Vou deitar e rolar".
Tenho pena que tal como outro dos meus ídolos musicas, a Janis Joplin, as drogas tenham levado esta voz e este talento. Tenho pena que alguém que transmite tanta força aos outros através da música não tenha tido força para resistir às drogas, tenho pena dos filhos que a encontraram inanimada, a pesar de hoje serem também eles músicos talentosos (a Maria Rita também faz parte das minhas preferências). Compreendo no entanto que talvez o mito não fosse tão grande se ela ainda estivesse entre nós.
Assim sendo, resta-me partilhar a que hoje estou a ouvir em repetição...
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Coisas giras
Pois é, há coisas muito engraçadas, que normalmente surgem quando não esperamos.
Durante seis anos tive uma relação de amor/ódio com o D. Tão depressa andavamos aos abracinhos como à porrada. Era o meu melhor amigo. Era tão engraçado e gostávamos tanto um do outro. A minha mãe dizia que só podiamos ser muito amigos, dado que as nossas mães partilharam quarto na Maternidade (eu nasci a 23 e ele a 25 de Abril).
Infelizmente, com o fim da quarta classe perdemos o contacto. E durante estes anos todos sempre me lembrei dele, do que seria feito dele. De repente, quando uma pessoa com um nome muito estranho me enviou uma mensagem no facebook a perguntar se me lembrava de jogar à apanhada perto do portão do externato, nem duvidei de quem era. Depois destes anos todos voltámos a encontrar-nos. Seguimos caminhos completamente diferentes, mas é engraçado saber que sempre procurámos um pelo outro, mesmo no facebook, na internet, que continuámos a lembrar um do outro, que tinhamos as mesmas memórias desse período feliz da nossa infância.
Por fim encontramo-nos porque alguém resolveu criar um grupo da nossa turma de primária. Havia gente da qual já nem me lembrava, mas é bom recordar esse tempo tão distante e ao mesmo tempo tão presente.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
Direito à manifestação
Já aqui escrevi sobre a chamada "Geração à Rasca" e a minha opinião sobre este "movimento". Um ano após a "grande manif" que serviu basicamente para passar uma tarde de sábado a beber jolas e a cantar com os homens da luta, este grande movimento anda bem caladinho. Um pouco como os espanholecos da Puerta del Sol que assim que chegou o inverno foram para casinha ficar quentinhos em vez de se manterem na rua a lutar pelos "seus direitos".
Revolta-me este tipo de pessoas, a sério que me revolta. Tal como me revolta que privilegiados façam greve e não deixem os outros trabalhar ou que pessoas que nunca se esforçaram na vida culpem tudo o resto pela sua falta de sucesso.
Na semana passada houve uma "greve geral" em Portugal. Ponho entre aspas porque a greve foi mais uma vez dos mesmos, de quem tem um emprego mas não um trabalho, de quem sabe que pode andar nestas brincadeiras e que nunca vai ser despedido, nunca vai enfrentar o desemprego nem anos e anos sem promoções ou ajustes ao salário. Estava em hoje a ler o Expresso quando me deparo com um video de uns "anjinhos" de lenços "arafat" ao pescoço (a sério, a moda ainda é esta?) no Chiado a arrancar cadeiras e guarda sois das pastelarias que por aí se encontram, a Brasileira e a Bénard. Um destes jovens altamente qualificados tentou até atirar a cadeira que está ao lado do Fernando Pessoa, tal não era a revolta contra as condições de precariedade... Enfim, uma vergonha. Numa das zonas mais bonitas de Lisboa temos um bando de atrasados mentais a obrigar as lojas a fechar mais cedo por medo de serem invadidas, cadeiras a voar, multibancos vandalizados. Depois a polícia é que tem a culpa de tudo. Não digo que concordo com a agressão a jornalistas, mas caramba, andam vândalos no meio da rua e têm de ser os coitadinhos porque têm o direito a manifestar-se. A polícia erra e parece que "voltamos ao fascismo" e bla bla bla. A polícia devia ter mantido a calma e prendido estes meninos todos. Que os pusessem a trabalhar. Para verem o que é isso.
Para verem que o direito a manifestar-se existe, mas que a liberdade deles acaba onde começa a dos outros. Para verem que para manifestar-se contra as condições de trabalho têm de ter trabalhado alguma vez na vida, como eu que ando há 5 anos sem aumentos, sem promoções, com uma redução de bónus de 58% por engano. Na 5ª há greve geral aqui em Espanha. Perguntaram-me se vou fazer greve. Óbvio que não. Mal por mal, o dinheiro que perderia nesse dia ainda me faz falta, que tenho contas para pagar.
Subscrever:
Mensagens (Atom)