segunda-feira, 2 de setembro de 2013

As mulheres do Bloco de Esquerda devem ser muito feias

Agora entendi porque a Joana Amaral Dias deixou o Bloco. É que a Joana é gira nas horas, tem pinta e certamente já ouviu muitos piropos nesta vida. Aliás, é só pesquisar o seu nome no Google e diversos sites de "mulheres mais sexys na política" aparecem. 
Venho a saber que o BE, uma vez mais super preocupado com os temas que mais afectam Portugal e os portugueses, quer legislar o piropo, essa arma contra a dignidade da mulher, comparável à violação. Querem, dizem duas senhoras deste partido tão útil na nossa praça como um burro de carga num apartamento (desculpem, o burro é capaz de ainda dar jeito para trazer as compras do supermercado), enquadrar o piropo na lei de violência de género. Por isso pedreiros desse mundo preparai-vos! Acabou o "ó flor, deixas pôr?" e outras poesias que tais. Porque na verdade vocês são todos uns potenciais violadores! Eu acho que as senhoras do BE são é umas feias e têm inveja de nunca ter ouvido "oh estrela, queres cometa?".
Fora de brincadeiras, considero que não é muito agradável passar por alguma obra e ouvir a quantidade irritante de frases de pedreiros a meterem-se com qualquer rabo de saia. É chato, e às vezes não estamos com pachorra para aturar isso. Por vezes é bastante desrespeitoso também.  Mas daí até perder tempo a fazer uma lei para legislar algo que na maioria das vezes não tem maldade, parece-me ridículo  A maioria dos piropos são mesmo estupidezes de pessoas com pouca educação, mais para provocar do que propriamente ofender. Não considero violência de género. 
E já agora, não há mulheres que também atiram piropos? Quando vamos a um bar, o barman é giro que se farta e começamos a fazer olhinhos como se não houvesse amanhã, isso não é assédio? É que acho piada que estas pessoas que defendem igualdade, normalmente contribuem para aumentar ainda mais a desigualdade. Proteger as mulheres ao máximo, os homens são todos merda. Concordo em legislar correctamente a violência de género e apostar na prevenção da mesma que, em Portugal é muito alta no que diz respeito às mulheres. Mas convido a ver os dados da violência contra homens. É que tem vindo a aumentar de forma impressionante. 

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Rock Season

Parece que o Outono e Inverno que se avizinham vão ser particularmente recheados de novidades rockeiras. Novos álbuns de Franz Ferdinand (sou super fã), Kings of Leon (a nova música supersoaker não me sai da cabeça), Arctic Monkeys, Suede, entre outros. 
Fico contente, já tenho banda sonora para as minhas tardes de chá e bolos. 

Deixo a já referida "Supersoaker":



PS: sim, gosto do Verão, mas AMO o Inverno e estou em pulgas para que chegue a altura de ficar sábado à tarde em casa a ver filmes e a beber chá. 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Sobre segundas oportunidades

Nestes 28 anos tive 3 relações "sérias". Uma dos 16 aos 21, 4 anos e meio com uma pessoa excelente, mas da qual me afastei com o crescimento, a ida para a faculdade, etc. A segunda durou 6 meses, mas na verdade foi muito mais marcante que a primeira, e o seu final foi o que me motivou ainda mais para vir para fora, trabalhar no estrangeiro. Ele acabou comigo num sábado e segunda pedi transferência. Perdi 10 kgs num mês e estive provavelmente 1 ano deprimida. Hoje olho para trás e juro que quase mando uma mensagem ao meu ex a agradecer-lhe por ter acabado comigo. Na altura foi horrível, mas a verdade é que se ele não tivesse acabado comigo naquele momento eu não teria vindo para Madrid, não teria conhecido amigos maravilhosos, viajado como viajei nestes últimos 4 anos e, especialmente, não teria conhecido o meu querido namorado que, por acaso, até tem o mesmo nome do ex.
A minha relação com o M. começou há quase 2 anos, quando nos conhecemos. No inicio era uma coisa muito informal, ele claramente não estava preparado para assumir ninguém, preferindo ir provando vários pratos. Eu também não queria assumir ninguém, não me considerava apaixonada por ele, era só uma "amizade colorida" com uma pessoa porreira, inteligente e que me divertia.
Com o passar do tempo, achei que era hora de avançar. Foi então que ele me disse que não estava interessado em deixar as outras "amigas". Disse ok, entre outros desaforos dignos de novela, e nunca mais lhe disse absolutamente nada. Até ao dia em que ele me ligou a convidar para jantar. Tinha passado mais ou menos um mês. Decidi consultar as minhas amigas, se ia jantar com o anormal ou não. Depois de receber uma mensagem dele que dizia mais ou menos "fui um anormal, deixei todas, percebi a falta que me fazes, por favor janta comigo" decidi ir ver no que dava. E no que deu foi na relação que temos hoje. De confiança, sim, de confiança, porque eu sei que ele na altura tinha de viver o que viveu e hoje está comigo e ponto. De muito respeito, admiração e amor. Muito amor. Como nunca tinha tido e sentido.
Divertimo-nos muito juntos, mas mesmo muito. Somos muito diferentes, mas ao mesmo tempo parecidos.
Ele trabalha numa coisa totalmente diferente, o que para mim é um alívio, para acalmar-me do stress que me causa o meu querido local de trabalho.
Hoje em dia, o meu momento preferido é quando oiço de repente a chave dele na minha casa e quando ele me diz alegremente "cheguei!". Como já não gostamos de estar cada um na sua casa, vamos começar a procurar o nosso lar. Em conjunto.
Se há uns anos me perguntassem se daria uma segunda oportunidade a um cabraozinho como ele era, diria claramente que não. Hoje digo que toda a gente merece uma segunda oportunidade, porque por vezes há que deixar essas pessoas perceberem por elas mesmas o que querem, para que entrem em força numa relação. Ainda bem que as minhas amigas não tiveram a mesma opinião que eu e me convenceram a ir jantar com ele. Ainda bem, porque eu não sei o dia de amanhã, mas hoje pelo menos sou muito feliz.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Viciada...

Nesta música:



Adoro Empire of the Sun, por fim de volta depois daquela maravilha que era o álbum "Walking on a Dream".

Elysium

Adoro filmes, livros e séries de ficção cientifica. Papo tudo mesmo, pelo menos para ver se é bom ou não. Os dois últimos livros que li foram o Fahrenheit 451 e o The Martian Chronicles, ambos do Ray Bradbury. 
Quando vi que o Neill Blomkamp iria realizar um novo filme, com o Matt Damon e a Jodie Foster, fiquei em pulgas. O District 9 é só dos melhores filmes de sci-fi que vi nos últimos anos, com uma forte componente de crítica social. Assim que quando vi que o Elysium ia estrear fiz mil e uma manobras para convencer o namorado (que a última coisa que lhe interessa é ver robots num mundo futurista) aceitasse acompanhar-me ao cinema. 
Fomos ontem. Não achei uma estopada, como muita gente está por aí a dizer, gostei bastante. Concordo que há demasiada violência desnecessária e momentos demasiado delicodoces. Mas no final dá que pensar em que nos estamos a tornar e chama a atenção para o problema do tratamento dos imigrantes. É um filme recomendável para quem é apanhadinho por cenas futuristas, como eu. 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Berlim

Aqui há uns anos (6?), fui com a minha grande amiga Ana Margarida a Berlim. Fomos totalmente por acaso, decidimos que iamos passar o fim de semana prolongado a qualquer sitio e apareceu uma promoção da TAP para Berlim e decidimos, embora nenhuma tivesse especial curiosidade. Adorámos. Berlim é, talvez, das capitais europeias mais "alternativas", com um boom de artistas, história recente (e eu que adoro estudar sobre a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria...) e um ambiente super agradável. O facto de adorarmos o Natal e ser Dezembro ajudou, com as feirinhas de Natal que por lá se viam. Nem o frio nos venceu, fiquei apaixonada por Berlim. 
No que diz respeito a cidades europeias, gosto de cidades com personalidade, mais do que cidades bonitas (excepção honrosa para Roma, que amo de paixão). Berlim, tal como Londres, têm muita personalidade. Há gente de vários sítios, ninguém repara na roupa dos outros, ser diferente é ok. Paris, por exemplo, detesto. Reconheço beleza, mas para mim é uma cidade simplesmente boring, uma cidade museu. Já fui várias vezes para tentar gostar de Paris e não consigo. Nunca comi nada de especial, nunca vi "la vie en rose" que toda a gente fala, vi monumentos e pouco mais. As ruas da Amélie de Montmartre são as únicas que ainda têm alguma piada, mas de resto passo. 
Isto tudo para dizer que vou voltar a Berlim. Encontrámos voos baratos e o homem lá me fez a vontade de ir. Lá estaremos em Novembro (please que já estejam as feirinhas...) 4 dias para voltar a ver a Alexander e a Potsdamer Platz, o Check-Point Charlie, a ilha dos museus, a Ku'Damm, e beber cerveja e comer porco como se não houvesse amanhã.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Silly Season

Chegámos mesmo à "silly season". Desde a Cristina Espírito Santo dizer que anda a brincar aos pobrezinhos na Comporta à associação Animal que chama Mandela ao cão que matou o miúdo em Beja, só posso concluir que andamos todos com um défice no cérebro.
Pior é a importância que as pessoas dão a uma frase idiota de uma "socialite", é que ninguém se cala com esta merda.
Mas o que em chocou mesmo é as pessoas que acharam muito bem o nome Mandela (só o nome da personalidade que mais fez pela liberdade quiçá em séculos) para um cão que arranca o cérebro a um miúdo, mas defenderem que os donos do cão deviam ser mortos, porque eles sim são os animais que perderam um bebé que caiu acidentalmente em cima do canito que só merece viver feliz na associação desses palermas que são a Animal. Já referi anteriormente, não sou contra os animais, quero-os felizes e bem tratados. Mas ainda gosto muito mais de pessoas, e achei de muito mau gosto e até ofensivo o nome dado.