terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Ódios de estimação #6

Hipsters

Os hipsters são os novos "alternativos sem o ser". Esta nova espécie de tribo urbana é facilmente reconhecida pelos óculos de sol "a la John Lennon" ou pelos óculos de ver em massa extremamente grandes e inúteis (a maioria usa por questões de estilo). É vê-los por aí, rapazes e raparigas, com calças de ganga muitoooo justas, chapéus na cabeça, t-shirts a imitar o grunge. 
Também se podem identificar pela merda de coisas que sai das suas bocas, tipo: "eu só vejo cinema francês dos anos 70, de resto não vale a pena ver mais nada, nada tem a subtileza da realização francesa" ou "o meu cantor favorito é o Serge Gainsbourg e não escuto mais nada", sendo que normalmente estes meninos nem nunca viram metade dos filmes ou ouviram metade das músicas que têm no pedestal. É tudo tão comercial para eles, mas depois é vê-los cobertos de marcas. 
Andam por aí na rua a incomodar as pessoas com o seu estilo tão "cool" que até enjoa de tão idiota que é. Acham-se muito cultos, debitando autores que nunca leram,  citando músicos de jazz que não sabem quem são, actuando aos 20 anos como se fossem realmente dos anos 70. 
Odeio Hipsters, a sério. Mania de serem superiores. blagh!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Para quando uma lei que responsabilize os políticos?

Toda a gente diz que são ladrões do piorio, e eu não concordando totalmente até estou parcialmente em acordo. Especialmente quando se trata de pessoas que lixaram um país inteiro. 
Desde que me lembro, nenhum (!!!) governo cumpriu o seu programa eleitoral. Pior, alguns fizeram MUITO pior do que se propuseram. E muitos roubaram. Sim, roubaram. 
A minha pergunta é esta: se um gerente de uma pequena empresa que vá à falência é pessoalmente responsável  pelas dívidas, então porque é que o gerente da maior empresa do país (o Estado da República Portuguesa) não é responsabilizado? 
Mais que isso, é um herói. Vejamos alguns exemplos: 
- António Guterres, que até nem acho que seja má pessoa, deixou o país mega endividado e com vários problemas estruturais. Foi o segundo pior primeiro ministro desde o 25 de Abril (e provavelmente desde sempre). Demitiu-se, muitos dos seus ex-ministros estão hoje em cargos de destaque em empresas que beneficiaram durante o seu mandato (ver Jorge Coelho e a Mota-Engil). O António Guterres simplesmente calou-se 1 anito ou 2 e toca de ir para as Nações Unidas ser comissário dos refugiados. Acho lindo o pessoal esquecer e comentar "ai o Guterres é que era bom para presidente, faz um trabalho espectacular nas Nações Unidas". 
- Santana Lopes, o pior primeiro ministro de sempre (menos mal que só por uns meses), foi o que mais aumentou  o endividamento proporcionalmente. Até festas em São Bento com direito a polícia houve. 2 ministros que se demitiram na mesma semana. Esta fénix da política portuguesa é hoje um colunista e comentador conceituado e não me admirava que se candidatasse a presidente da República e que, se calhar, até ganhasse. 

Mas a medalha de ouro do "eu tenho é uma lata do caraças" vai para:

- José Sócrates. Este amigo, que nos lixou até ao tutano só precisou de 2 anos para voltar para a Tugolândia e ser um herói graças aos dois anos que passou a comer croissants por Montmartre e a escrever sobre a tortura. Primeiro a RTP (WTF???) contratou-o para comentar as notícias ao domingo. Depois a Clara Ferreira Alves entrevista o querido Zé para o Expresso, tendo o amigo cuspido pérolas como "Nem sabia que aquilo estava tão mal" (sobre o BPN). E a vergonha? E enfiar-se em Paris para todo o sempre? Não venha agora dizer que é "o líder que a direita quis ter". Esqueceu-se da merda que fez? Acha que somos idiotas. Mas acreditem, em 2015 lá vai estar ele plantado nas eleições para Presidente. 

É tudo uma loucura e é por isto que não voto há anos. Não gasto dinheiro para ir votar no que não acredito, sinto muito. E não não voto em branco porque vale exactamente a mesma coisa que não votar. 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Arcade Fire

Só para comentar que o novo álbum é assim qualquer coisa de especial. A produção esmerada, o som mais electrónico a lembrar LCD Soundsystem, participação do grande senhor que é o David Bowie, simplesmente adoro. O som é totalmente diferente dos anteriores Funeral, Neon Bible e The Suburbs (para mim um dos melhores álbuns de rock dos últimos anos), mas sinceramente é uma evolução merecida e que deve ser reconhecida como especial. 
ADORO!

terça-feira, 1 de outubro de 2013