segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Eu também opino sobre o Syriza

O Syriza é tipo o BE, e toda a gente sabe o quanto eu detesto o BE. Pelo Partido Comunista tenho todo o respeito do Mundo, agora pelo BE? Mas um dia vou-me dedicar a explicar exactamente porquê detesto o BE (não, não é só pela cara de parva da Catarina Martins).
O Syriza, como dizia, é como o BE e como o Podemos: têm um líder carismático, jovem, que sabe apontar os problemas da austeridade mas nunca dizem como resolver exactamente a questão. É do tipo: fora a Alemanha! Não pagamos mais! Estamos nas ruas da amargura! E o pobre senhor que viu a mercearia fechar, mais os estudantes que não arranjam um único trabalho, mais as pessoas despedidas pela multinacional que saiu do país dizem "sim senhor, tem razão, os outros marmanjos andavam aqui há tanto tempo e nunca fizeram nada por nós", e votam neles. 
O Alexis Tsipras tem um filho chamado Ernesto em homenagem a esse assassino motivador de tanto romance que foi o Che Guevara. Gosta de Leonard Cohen, pelos vistos, e por isso tenho de lhe dar um ponto positivo. Acontece que o Tsipras não explicou como exactamente vai reduzir a dívida, ou com que dinheiro vai aumentar o investimento. Isso porque não sabe obviamente, é impossível que um país onde as pessoas se reformavam aos 45 anos possa aumentar o investimento público sem as maroscas nas contas que faziam os antecessores deste grande porreiraço. 
O que me chocou mesmo, no entanto, não foi que ganhasse. As pessoas estão fartas dos mentirosos de sempre e deram uma oportunidade a um populista, é certo, mas sem culpas no cartório pela crise. O que me chocou é que a sede de poder é tanta que o gajo coliga-se com... a extrema direita.
A sério??? É ridiculo. 
Acho que este tipo de populismo é muito perigoso e muito atraente para gente que perdeu tudo com a austeridade, para gente que nunca chegou a ganhar nada por nunca ter conseguido arranjar um trabalho, e para os revoltadinhos do costume. 
Só posso ficar feliz com a vitória do Syriza, especialmente porque assim as pessoas vão ver a merda que é e pode ser que o Podemos aqui em Espanha fique pelo caminho. 
Vamos ver no que isto dá!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Adenda ao post anterior

Também estou farta da Raquel Varela. Quem lhe dá o direito de classificar de pindérico ou suburbano outra pessoa? Isto é que é a esquerda caviar no seu melhor. Além das merdices que debida da sua boca regularmente, sem um claro conhecimento de economia, ainda se acha melhor que os outros. 
Como diz a minha avó: vá mas é pentear macacos!

Farta

Estou farta de intolerâncias, principalmente religiosas. Estou farta do Estado Islâmico e dos extremistas no geral. Mas estou ainda mais farta daqueles que justificam as bárbaries destes queridos com a austeridade, com a crise, com a imigração (tão mal tratados que são aqui coitadinhos, com acesso a saúde e educação e a liberdade religiosa, coisas que não teriam lá nos seus países), com o "pôr-se a jeito". Estou farta da Ana Gomes (um destes dias dedico um post a esta senhora), do Podemos (que se vieram armar em bonzinhos com "je suis Charlie" mas jamais condenam a ETA e não repudiaram publicamente a morte de um polícia empurrado contra um comboio por um imigrante subsahariano na semana passada), do Gustavo Santos (WTF? Mas quem dá tempo de antena a esta anémona?). Estou farta dos "os imigrantes são tpdps tão bonzinhos, tu é que és intolerante". Estou farta de que seja ok gozar com todos menos com os muçulmanos (devia ser ok sartirizar TODOS). Estou farta dos que dizem que nós é que somos infiéis. Deus é amor, até eu, agnóstica convicta, sei disso. Como justificar mortes com Deus? Ele não deve estar contente com estes montes de merda, quando morrerem vão ter uma surpresa. 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

2014 foi bom, agora venha o 2015!

2014 foi um bom ano para mim.
Profissionalmente fui promovida, fiquei responsável de uma coisa que já queria há muito e estou motivada para o novo ano.
Pessoalmente foi o ano em que começámos a viver juntos, em que a nossa relação se cimentou e em que fomos muito muito felizes juntos. Fomos aos Açores, à Costa Alentejana, várias vezes a Lisboa (obviamente), á Tailândia e ao Cambodja e a Londres. 2015 começa com um fim de semana em Varsóvia e em Outubro iremos até ao Brasil para um casamento. Espero que 2015 seja um ano em que possamos mudar para uma casa maior, mas continuar a adaptar-nos da melhor maneira um ao outro, e continuar a conviver da melhor maneira. 
Por outro lado, o meu primeiro sobrinho nasceu, filho da minha grande amiga de há 400 anos atrás (mas parece que foi ontem que nos conhecemos!). É um bebé LINDO que foi o primeiro mas que em 2015 vai ter companhia, porque outra grande amiga minha acaba de me contar que está grávida. 
Os meus pais pregaram-me sustos a nível da saúde. Se no caso da minha mãe o que parecia um linfoma, afinal era só uma artrite (nem reumatóide é), no caso do meu pai a coisa é mais bicuda. Ninguém sabe ao certo como tratar uma suposta esclerodermia e os diabetes estão a subir. Perdeu muito peso, o meu pai, e só peço que em 2015 o possam tratar da melhor forma e que se recupere!
Sinceramente não posso pedir muito. Peço saúde (especialmente para o meu pai) e felicidade como tenho tido até agora em casa. 
Desejo um Feliz 2015 a todos, com muita saúde e muita alegria.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Fixe fixe

É o pessoal da TAP convocar uma greve de 4 (!!!) dias para a altura do Natal... Tenho voo dia 28, vamos ver no que isto dá, porque comprar outro voo quando não há serviços de terra não é alternativa, e dia 29 tenho de trabalhar. 
Fazem greve contra a privatização... São tão burros que não percebem que isto causa ainda mais prejuízo e faz com que a TAP se venda ao preço da chuva. Mas tudo bem, os mais privilegiados são sempre os que menos problemas têm em fazer greves.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A liberdade de expressão e a troca de ideias segundo a extrema esquerda (pelo menos em Espanha)

Concordas com tudo o que dizem? Critica à vontade os outros no Facebook e és um grande democrata. 
Criticas um partido populista que só diz coisas não factíveis (tipo 750 euros para toda a gente) e, entre outras coisas, defende o regime na Venezuela? És um fascista.