Gente a comer maçãs de boca aberta no meio do trabalho.
E cortar a maçãzinha? Just saying...
quinta-feira, 28 de maio de 2015
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Bullying
A propósito do vídeo que se tornou viral de umas miúdas a baterem num miúdo, tenho a dizer que isso é gente má, não são coitadinhos. São maus!
Quando eu andava na escola, não se chamava bullying àquilo que passei.
Chamava-se "miúdos que fazem brincadeiras" ou "miúdos mauzinhos". A resposta não era nas redes sociais, era a avó em casa a dizer "deixa lá, não lhes ligues" (e com razão). Quando o meu pai decidiu ir à escola já era tarde demais. Acho que ele não percebia a gravidade (eu não contava o que efectivamente se passava) e quando viu o inferno a que era sujeita todos os dias agiu.
Não serviu de nada, nessa altura as escolas tinham como resposta "tens de te integrar mais com os colegas".
O primeiro episódio de bullying que tive foi ainda no infantário. Miúda dócil e sem maldade, deixei que me acusassem de uma coisa que não fiz e fui castigada por isso.
Na escola primária, o passatempo favorito de alguns colegas era o "vamos deixar de falar com ela por nada". Quem fazia isto era a minha "melhor amiga" segundo a própria. Anos e anos nisto.
No 5º e 6º ano foi quando tudo piorou. Chamavam-me tudo, todos os dias. TODOS os dias. Um dia era marrona (sempre fui boa aluna, mas nunca marrona), copiona (claro, marrona um dia, copiona no outro), feia, gorda, mete-nojo, menina do papá, mimada (quem me conhece sabe que é coisa que jamais fui), betinha, horrorosa, porca, de tudo. Foi muito mais violência psicológica que física, nunca me bateram efectivamente, mas um dia resolveram rasgar-me a saia e fiquei de cuecas no meio da escola. Constantemente riam-se da minha figura. Nunca me deixaram ser simpática. Uma vez convidei para o meu aniversário, todos disseram que iam, ninguém foi.
As minhas supostas amigas, assim que começava o pesadelo viravam a casaca para não serem conotadas comigo. Passava semanas sem falar com ninguém.
Aos 12 anos mudei de escola e a coisa melhorou. A turma era outra, conheci outras miúdas que ficaram do MEU lado como verdadeiras amigas e não deixaram voltar à humilhação constante de que fui vítima dos 5 aos 12 anos.
Aos 13 anos tive o meu primeiro ataque de pânico. Aos 15 fui internada no hospital porque não conseguia parar de vomitar (era o meu sintoma de ataque de pânico). Foi-me diagnosticada uma depressão e fiz terapia até aos 20 anos.
A minha auto-estima na adolescencia era abaixo de zero. Os ataques de pânico eram causados por ver-me ao espelho. O meu passatempo favorito era chorar. Os meus pais estavam desesperados.
A terapia ajudou-me muito (mesmo!) e aprendi a gerir de forma diferente os meus ataques. Não tenho um ataque há 7 anos (o último foi quando terminou uma relação).
Mas ainda hoje luto para ter auto-estima. Só que hoje sei que eu fiquei mais forte, sei que eu era superior a todos eles.
De todos, eu fui quem teve mais sucesso, a todos os níveis. A burra das negativas que me chamava marrona vive de rendimentos mínimos, nunca lutou na vida.
Aqui há uns tempos, decidiram promover um encontro. Não quis ir, não me apetece. Mas sorri, quando discutiram onde ir, quando vi os trabalhos que têm, quando vi que eles riram lá atrás no 5º ano, mas eu riu AGORA.
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Os 30!
Na semana passada fiz 30 anos.
Até agora sinto-me exactamente como quando tinha 29...
(Ainda assim o momento foi emocionante, a festa muito boa, e os presentes lindos!)
Até agora sinto-me exactamente como quando tinha 29...
(Ainda assim o momento foi emocionante, a festa muito boa, e os presentes lindos!)
terça-feira, 7 de abril de 2015
OMG!
Só para partilhar que acho que o mundo está para acabar, porque (nem sei como consigo dizer isto), gosto de uma música do André Sardet (o drama, o horror!). A música chama-se "A Seta" e dentro do estilo meloso romântico é bem gira (outra vez, deu-me um calafrio por me referir a uma música do André Sardet como "bem gira")
Em minha defesa, a música conta com a participação da Mayra Andrade, e isso já é uma grande razão para se gostar de uma música!
Em minha defesa, a música conta com a participação da Mayra Andrade, e isso já é uma grande razão para se gostar de uma música!
quinta-feira, 5 de março de 2015
Outras recomendações cinematográficas
Este não é um blog de cinema, mas últimamente tenho visto tanta coisa boa que é impossível não partilhar.
Magical Girl
Realizador: Carlos Vermut
Com: Barbara Lennie, José Sacristan, Luis Bermejo
Sim, é um filme espanhol, que nem queria ver, mas o mais que tudo insistiu e acabou por ser uma jóia de filme. Muito melhor que o muito falado La isla minima que é uma copia de True Detective. O filme conta a história de um pai que quer comprar um vestido de uma personagem de manga para a filha doente terminal de leucemia. Desde já vos digo que é tudo menos previsivel. Muito bom, mesmo!
Relatos Salvajes
Realizador: Damián Szifron
Com: Ricardo Darín, Oscar Martínez,Leonardo Sbaraglia, Érica Rivas
Filme argentino nomeado ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.
São 6 histórias independentes, e cada uma mais interessante que a outra. A última é muito "Almodóvar", o que é normal, visto que o Pedro Almodóvar produz o filme. Há muito tempo que não via uma boa comédia, daquela que nos diverte com o ser humano e o quotidiano e não com piadas fáceis e tontas. Mesmo que entendam espanhol vejam com legendas, o sotaque argentino pode ser bem difícil de entender!
Ex_Machina
Ontem fomos ao cinema ver Ex_Machina, escrito e realizado pelo Alex Garland, o argumentista de The Beach, 28 Days Later, Never Let Me Go e Sunshine. Sou fã de quase todos os anteriores (não gostei do The Beach) e não podia deixar de ir ver a sua estreia como realizador. Ainda por cima, as críticas eram boas, tinha o Domnhall Gleeson e o Oscar Isaac e metia Inteligência Artificial à mistura.
O filme é muito bom, não só para sci-fi geeks como eu, mas para toda a gente. É mais um thriller que um filme de ficção científica e não nos perdemos con conversas científicas. Bem filmado, boa fotografia, e uma nova atriz que seguramente vai dar muito que falar: Alicia Vikander. Muito recomendável!
Ex_Machina
Realizador: Alex Garland
Com: Domnhall Gleeson, Oscar Isaac, Alicia Vikander
Um talentoso programador de uma empresa tipo Google ganha a possibilidade de passar uma semana com o reclusivo dono da empresa. Conhece aí o seu novo projecto: Inteligência Artificial. O desafio é avaliar se a máquina criada efectivamente dispõe de inteligência artificial (é capaz de gerar os seus próprios pensamentos e ideias) ou se pelo contrário, não passa tudo de programação. A partir daqui não posso contar mais, mas o final é surpreendente!
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Whiplash
Recentemente, e porque era uma vergonha nunca ir, decidimos ir ao cinema uma vez por semana. Na semana passada vimos Nightcrawler, como escrevi no post anterior, e sobre a qual farei outro post mais detalhado.
Ontem fomos ver Whiplash, e a verdade é que é muito bom. Saímos do cinema ainda tensos, e eu com a certeza que o J.K. Simmons TEM de ganhar o Óscar de melhor actor secundário. Quanto ao Miles Teller, espero que continue a fazer mais filmes como The Spectacular Now e Whiplash e menos Divergent porque tem potencial para ir muito longe.
Whiplash
Realizador: Damien Chazelle
Com: Miles Teller, J.K. Simmons, Paul Reiser
O filme basicamente conta a história de um estudante de bateria no conservatório dos Estados Unidos que é convidado para juntar-se à Studio Band (banda de jazz) que é dirigida por um genial e assustador professor (Terence Fletcher - J.K. Simmons). Depressa esquece tudo na sua vida que não seja atingir a perfeição e é constantemente bullied por Fletcher, que tem uma maneira muito sui generis de lidar com os alunos (tipo atirar uma cadeira à cabeça).
A banda sonora é espectacular (para quem gosta de Jazz) e, mais que um filme sobre música, é um filme sobre os limites do ser humano e do que somos capazes para atingir a perfeição que tantas vezes não está ao nosso alcance.
Não vou contar mais porque vale muito a pena ver. Num ano em que há muitos bons filmes, este destaca-se.
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