quinta-feira, 12 de junho de 2014

Hoje começa o Mundial...

E o meu ranking de preferências é:

1 - Portugal, obviamente
2 - Brasil, porque falam português e pelos meus amigos brasileiros
3 - Alemanha, porque é sempre bom estar do lado de quem nos pode dominar a qualquer momento
4 - Itália, por causa do Andrea Pirlo
5 - Colômbia 
6 - Holanda
7 - México
8 - Japão
9 - Chile
10 - Uruguai
(...) - TODOS os outros
por último - Espanha


terça-feira, 27 de maio de 2014

Sobre as eleições europeias em Espanha

Por ser cidadã europeia, pude votar em Espanha para estas eleições. Por isso, dei-me ao trabalho de ler os programas dos partidos (pelo menos de 5 ou 6, que isto aqui é partidos que nunca mais acaba). Decidi-me por um partido centrista, sem ser PP nem PSOE. Gostei da alternativa apresentada, e a UPyD elegeu 4 deputados este ano, em vez do único deputado eleito em 2009. Em Espanha o bipartidarismo foi o principal castigado: o PP cantou vitória, mas perdeu 2.5 milhões de votos, no PSOE o secretário geral demitiu-se. 
A surpresa foi um partido chamado PODEMOS, numa clara alusão ao "Yes we can", um partido de hipsters e revoltadinhos do movimento 11M, liderados por um professor universitário de rabo de cavalo. Nas papeletas, o simbolo deste partido tinha a cara do seu líder, Pablo Iglésias, trotskista. Elegeram 5 deputados europeus. Existem há 3 meses. Há que dar atenção a este fenómeno, a esquerda subiu em Espanha, no geral, seja através do Podemos, da Izquierda Unida, de movimentos nacionalistas, etc. Uma esquerda radical na verdade. É certo que isto foi um castigo aos partidos do centro, e bem dado. O PP e o PSOE são vergonhosos, comportam um sem fim de escândalos. As pessoas não são parvas, e procuram hoje uma alternativa que se preocupe com elas, em vez de ganhar mais dinheiro a roubar ao estado. 
Posto isto, não posso negar que prefiro ver este miúdo do Podemos no parlamento, que os nazis que foram eleitos na Grécia. Mas isso fica para um próximo post. 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Sobre as eleições europeias em Portugal

1 - O PS ganhou.
2 - O PSD/PP ganhou porque perdeu mas com pouca margem.
3 - A CDU ganhou porque subiu no número de votos.
4 - O Marinho Pinto ganhou.
5 - O BE ganhou porque ainda assim elegeu um deputado. 
6 - O Rui Tavares perdeu. 

Esta foi a leitura que fiz das declarações dos diversos partidos e analistas que ouvi e li hoje. E isto é ridículo. É ridículo porque:

1 - O PS perdeu, porque deveria ter ganho de uma forma estrondosa, não por 100.000 votos. O Seguro que deixe de ter ilusões, porque ele vai conseguir tanto ser primeiro ministro, quanto eu vou ganhar um Nobel. E ainda bem. O PS sempre foi a minha cor política, mas neste momento não tem uma liderança minimamente forte. Venha o António Costa!

2 - A Aliança Portugal perdeu, não nos podemos esquecer que são dois partidos coligados. As (pouquíssimas) pessoas que votaram tentaram dar um cartão amarelo a esta política de austeridade (só para alguns). É verdade que tomaram medidas para melhorar a economia - insuficientes a meu ver. E ainda se está a emitir mais dívida. E a subir impostos, que é uma medida puramente temporária e não sustentável. Ninguém que ganhe 500 euros por mês consegue sobreviver a uma política de aumento de impostos como a que estamos a ver. E os pequenos negócios também são altamente prejudicados. Ao mesmo tempo continuo a ver contratações para o Governo de miúdos de 27 anos a ganhar 3000 euros por mês (já sei que não é assim que se resolve, mas há que dar o exemplo, lá está). O Estado precisa de uma reestruturação profunda, e isso ninguém tem coragem de fazer. 

3 - Os votos de protesto foram na CDU, e nada mais. Não têm a mínima hipótese de formar Governo (graças a Deus nosso Senhor), mas ao mesmo tempo é bom que continuem a existir. 

4 - O Marinho Pinto também beneficiou do seu perfil público de "justiceiro" e, uma vez mais, recebeu votos de protesto de quem já não acredita em nada. 

5 - O BE morreu ontem. E isso é bom.

6 - Rui Tavares tem um ego gigante e esqueceu-se que não é por ter feito a gracinha de se zangar com o seu partido a meio do mandato que ia agora gerar uma onda de apoio em torno a si. Não dizer quem apoiava para presidente da comissão também não ajudou. 

Como este ano cumpri o meu dever de cidadã europeia aqui em Madrid, votando para os partidos espanhóis, farei também uma leitura do que se passou em Espanha e na Europa em geral.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

How I Met Your Mother

Sou uma fã incondicional de HIMYM. Ou melhor, era, porque ontem vi o último episódio. De sempre. 
Fartei-me de chorar, mais por dizer adeus a este grupo de amigos que tanto riso proporcionaram que outra coisa. Isto apesar de não ter gostado do final. Não vou contar aqui, não quero estragar, mas não gostei mesmo. 
No entanto, o final da série recordou que o importante é continuar-mos a crescer, e que a vida nem sempre é perfeita, mas vale muito a pena. Recordou que há que aproveitar cada momento bom, cada momento mau, enfim, cada momento. 
Obrigada aos criadores da serie por 9 temporadas (4 muito boas, 3 boas, a última ok). Vamos ver como vai ser o spinoff que chega em Setembro (How I Met Your Dad), mas duvido que esteja à altura do Barney, Robin, Lily, Marshall e Ted. 

sexta-feira, 21 de março de 2014

Memórias da minha infância

Há bocado estava a ler não sei o quê na Internet sobre o Bud Spencer. Para quem não sabe, o Bud Spencer é um actor italiano que fazia os chamados "spaghetti westerns" ao lado do seu amigo de sempre, o Terrence Hill. De repente vi-me inundada por memórias dos meus tempos de criança. Eu e o meu pai, no sofá, cabecinha encostada ao peito dele, a ver os filmes do Bud Spencer e do "Trinitat". Adorávamos. O que eu me ria com as parvoíces que eles faziam, aquele homem enorme, e o loirinho com ar de espertalhaço.
Sempre fui uma menina do pai. Quando acordava a meio da noite era o meu pai quem eu chamava, houve uma altura que só ele lavava o meu cabelo, porque para mi só ele sabia como fazer. Assim que começava o MacGyver ouvia "Ana, já começou!" (sim, sou Ana Rita, e só os meus pais me chamam Ana) e desatava a correr do meu quarto até à sala para ver que raios ia inventar neste episódio o MacGyver. 
A minha ideia de um dia bem passado era andar de roda do meu pai, ir com ele às obras e depois comer uma bifana num tasco qualquer (há até uma história engraçada de como uma vez fomos a casa de uns amigos, a senhora pergunta se eu quero um bolo, eu respondo "prefiro uma bifana, obrigada"... com 3 anos). E nunca fui maria rapaz, simplesmente adorava passar o dia com ele. 
Ainda hoje é no meu pai que eu mais confio. Se tenho um problema, é com ele que falo, porque é a pessoa que mais me acalma e me faz ver se tenho ou não razão e que tudo se resolve. Ainda hoje, a véspera de Natal é nossa, almoço no Madeirense das Amoreiras, compras dos presentes para a mãe. 
Adoro os meus pais, como é óbvio, os dois por igual. Mas é do meu pai que sinto mais falta aqui em Madrid. Das nossas discussões típicas, mas da nossa grande amizade. Somos muito companheiros. 
Nunca festejámos o Dia do Pai, porque simplesmente presentes e passar dias juntos fazemos sempre que podemos, não é uma convenção que nos vai forçar a fazer coisas que já são tão comuns para nós. 
Mas fiquei nostálgica hoje, ao ler qualquer coisa sobre o Bud Spencer, quem diria que seria isto que me faria sentir tantas saudades do meu pai hoje. 

quinta-feira, 13 de março de 2014

A vida a dois

Recentemente começámos a viver juntos.
Fui uma decisão bem pensada, ponderada, discutimos "as regras do jogo" e o M. foi ficando lá em casa cada vez mais dias até que um dia fomos buscar tudo o que faltava. 
Para mim não foi nada fácil aceitar que, de repente, tenho de consultar alguém para fazer certas coisas (é claro que no que toca à decoração ele não mete o nariz), que já não posso estar a ver séries à vontade no computador à noite (pelo menos sem headphones), que há que preparar jantares e organizar roupa que não é a minha. Além disso, o M. nunca tinha vivido longe da mãe (vivia no apartamento por baixo do dos pais) para lhe limpar e arrumar tudo. Mas está a aprender rapidamente que, no que toca a tarefas, tem de se repartir tudo. E não me queixo. Até a máquina da roupa já põe a lavar tranquilamente. 
Isto tudo para dizer que fizemos tudo nas calmas e tivemos um processo de adaptação conveniente aos dois e não houve grande choque. Acho isso importante, falar de tudo, deixar tudo claro. Não é só de amor que sobrevive uma relação, e viver juntos pode ser muito difícil, portanto é importante estabelecer certas regras. É claro que ele ainda vai deixando umas meias no chão, mas vai aprendendo. 
E é tão bom chegar a casa e ter a pessoa que amamos de braços abertos para nos dar um abraço.