segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Vergonha é...
Ser mega fã do Rufus Wainwright e só agora ter descoberto a irmã dele, Martha, e as suas músicas. Estou maravilhada!
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Ódios de estimação #8
Gente que se acha
mais que os outros
Há um tipo de pessoas
que se acha mais que os outros. Mais inteligente, mais trabalhadora, mais
correctos, mais tudo. Detesto essas pessoas.
Na faculdade, havia
um rapaz com quem tive discussões verdadeiramente épicas. Ele era o responsável
de um dos departamentos da AE do qual eu fazia parte. Mais tarde, ele foi
presidente da AE e eu era a presidente do Conselho Fiscal. O gajo sempre, mas
sempre, teve a mania que "ele é que é o Presidente da Junta". Não
tinha qualquer respeito pelas ideias dos outros e sempre se achou muito
inteligente quando era um merdas. Quando saiu da faculdade, teve vários
trabalhos até arranjar o tachinho no Ministério da Educação que tem hoje (o
Ministro foi seu professor). Acontece que há uns dias o encontrei no aeroporto
de Madrid. Ele vinha de Bruxelas, como me fez questão de dizer (uhhhhh, em vez
de estares a tratar das listas dos professores vais a reuniões que servem
para... zero) e tinha feito escala em Madrid antes de ir para Lisboa
"cansadíssimo". Não me via há 6 anos, e qual foi a primeira pergunta
que me fez? Se eu tive férias. Quando eu respondi que sim senhor, que tive,
riu-se com ironia e pôs aquele ar de superioridade e disse "que sorte, eu
em dois anos só tive 10 dias de férias". O meu namorado, que me conhece
bem demais, deu-me logo um toque com medo que eu rebentasse, mas eu fui mais
querida ainda e disse: "sorte não, trabalho para isso, mas tenho a certeza
que tens outras regalias lá no teu cargozinho pago por todos os
portugueses". O gajo não respondeu mais, soube que ia ficar mal, porque
até de Madrid a Lisboa lhe pagam a viagem em Business.
Este é um exemplo,
como há muitos mais. Pessoas que são tão amigas de julgar os outros que se
esquecem de olhar para as próprias vidas, achando-se a última bolacha do pacote
porque trabalham até tarde (eu não trabalho até muito tarde porque julgo que a eficiência
vale mais do que estar a olhar para o computador até às 8 da noite, prefiro ir
para casa ver o meu namorado, jantar, divertir-me, etc.), ou porque sabem muita
coisa (não sabem nada), ou porque acham que a educação e os valores deles são os
melhores.
A minha família sempre fez questão de ensinar a humildade como um dos valores mais importantes. Eu considero que temos de ser a melhor pessoa que possamos ser, sem passar por cima de ninguém. Eu não me acho melhor que ninguém, mas detesto que me façam de estúpida. Eu também estudei (e até fui muito boa aluna), também tenho um trabalho interessante (e até bastante valorizado neste momento), também falo outras línguas, e mesmo que não tivesse nada disso, e fosse uma residente do pior bairro social de que há memória, NINGUÉM teria o direito de se achar mais.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Filmes que a maioria do gajedo adora e eu detesto... #3
Estava para aqui a ler um artigo da CNN sobre os filmes que melhor e pior reflectem a vida de um expatriado e comecei com uma comichão terrível. Depressa percebi porquê: um dos filmes que eles consideravam entre os piores era um dos filmes mais ridículos que alguma vez vi: "Eat Pray Love", a adaptação daquele que será o livro de "memórias" mais falso da história de publicações (recuso-me a incluir isto em Literatura).
Vi esta pérola em casa, num domingo de chuva, quando estava demasiado ocupada a pintar as unhas para mudar de canal. A história é daquelas típicas do filme romântico americano que quer "enaltecer" a fortaleza da mulher mas acaba por reduzir a existência feminina a uma coisa: a necessidade de encontrar um homem tipo ontem, para esquecer o anterior.
A Elizabeth Gilbert, esse epíteto de coragem de "largar tudo", recebeu 200 000 USD in advance para escrever o livro. Ou seja, esta grande querida foi passear para Itália Índia e Indonésia à conta de um adiantamento de uma editora. Esta parte não é retratada no filme, só o desgosto que ela teve e que a levou a "abandonar todos os seus bens materiais para descobrir-se a si mesma". A Julia Roberts vai então para Itália comer massa como se não houvesse amanhã, mas não engorda. Deve ter boa genética, que se eu passar 4 meses em Itália a comer massa em menos de nada me ponho com 100 kgs. Depois vai lá para a Índia procurar o seu "eu interior" a rezar e não sei quê, tudo um cliché da pior espécie.
Mas a parte pior (sim, ainda fica pior) é quando ela encontra a parte "love" em Bali (qualquer pessoa pode passar um ano sem trabalhar a viajar e gastar dinheiro assim, claro... só quando se tem 200 000 USD adiantados), onde o grande Javier Bardem (na sua pior actuação de sempre, devem-lhe ter pago muito dinheirinho para reduzir o seu talento a esta merdice) faz de brasileiro (AHAHAHAHAH) com o PIOR sotaque de sempre. A sério, o Rodrigo Santoro não estava disponível para fazer dele mesmo, como sempre? Ai eles zangam-se, eles fazem as pazes, ela descobre novamente o amor e pronto! Volta a ser uma mulher completa.
Muito bem, agora pergunto: a querida já tinha um contrato, portanto foi à procura de tudo o que encontrou. No caso do brasileiro (na vida real é mesmo um brasileiro), teria ela ido para Bali para tentar "to get laid"? Fica a pergunta, andou lá ela feita maluca depois de fumar umas quantas coisas na Índia a tentar dormir com tudo o que se mexesse para poder casar outra vez?
Ficam aqui estas questões, cada um pense o que quiser.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Ódios de estimação #7
Feministas
Recentemente, houve na blogosfera uma grande polémica por alguém ter feito uma piada com uma blogger que é conhecida por ter umas ideias muito firmes e não aceitar de ânimo leve qualquer critica que seja, terminando muitas vezes os argumentos com um "END OF STORY" ou um "não sabes de que falas". Reconhecendo que nenhuma das partes esteve bem, vou confessar que dita blogger e outras mais da blogosfera padecem de um feminismo tão aguerrido que acho que acaba por ser mais discriminante.
São o tipo de pessoas que defendem a proibição do piropo, que misturam isto com uma violação e com violência doméstica, e que, mais importante, têm sempre razão.
Ultimamente vejo um fenómeno feminista que passa por mulheres que não se depilam e ainda criticam quem o faz (ah, realmente deviamos TODAS ter pêlos no sovacum, que higiénico), andam de mamas à mostra para "protestar" contra os assassinos que são, normalmente, todos os homens e mulheres que se arranjam. Eu detesto isto, eu detesto o dia da Mulher, porque acho que também devia de existir o dia do Homem. Nós não somos inferiores, temos de deixar de agir como vitimas! A sério, sejam mulheres fortes, trabalhadoras, mostrem-se como são, não façam este tipo de figuras. E mais importante, aceitem os outros mesmo que discordem do que vocês dizem! Nem todas concordamos com a forma de feminismo defendida por muitas.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
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