quarta-feira, 2 de abril de 2014

How I Met Your Mother

Sou uma fã incondicional de HIMYM. Ou melhor, era, porque ontem vi o último episódio. De sempre. 
Fartei-me de chorar, mais por dizer adeus a este grupo de amigos que tanto riso proporcionaram que outra coisa. Isto apesar de não ter gostado do final. Não vou contar aqui, não quero estragar, mas não gostei mesmo. 
No entanto, o final da série recordou que o importante é continuar-mos a crescer, e que a vida nem sempre é perfeita, mas vale muito a pena. Recordou que há que aproveitar cada momento bom, cada momento mau, enfim, cada momento. 
Obrigada aos criadores da serie por 9 temporadas (4 muito boas, 3 boas, a última ok). Vamos ver como vai ser o spinoff que chega em Setembro (How I Met Your Dad), mas duvido que esteja à altura do Barney, Robin, Lily, Marshall e Ted. 

sexta-feira, 21 de março de 2014

Memórias da minha infância

Há bocado estava a ler não sei o quê na Internet sobre o Bud Spencer. Para quem não sabe, o Bud Spencer é um actor italiano que fazia os chamados "spaghetti westerns" ao lado do seu amigo de sempre, o Terrence Hill. De repente vi-me inundada por memórias dos meus tempos de criança. Eu e o meu pai, no sofá, cabecinha encostada ao peito dele, a ver os filmes do Bud Spencer e do "Trinitat". Adorávamos. O que eu me ria com as parvoíces que eles faziam, aquele homem enorme, e o loirinho com ar de espertalhaço.
Sempre fui uma menina do pai. Quando acordava a meio da noite era o meu pai quem eu chamava, houve uma altura que só ele lavava o meu cabelo, porque para mi só ele sabia como fazer. Assim que começava o MacGyver ouvia "Ana, já começou!" (sim, sou Ana Rita, e só os meus pais me chamam Ana) e desatava a correr do meu quarto até à sala para ver que raios ia inventar neste episódio o MacGyver. 
A minha ideia de um dia bem passado era andar de roda do meu pai, ir com ele às obras e depois comer uma bifana num tasco qualquer (há até uma história engraçada de como uma vez fomos a casa de uns amigos, a senhora pergunta se eu quero um bolo, eu respondo "prefiro uma bifana, obrigada"... com 3 anos). E nunca fui maria rapaz, simplesmente adorava passar o dia com ele. 
Ainda hoje é no meu pai que eu mais confio. Se tenho um problema, é com ele que falo, porque é a pessoa que mais me acalma e me faz ver se tenho ou não razão e que tudo se resolve. Ainda hoje, a véspera de Natal é nossa, almoço no Madeirense das Amoreiras, compras dos presentes para a mãe. 
Adoro os meus pais, como é óbvio, os dois por igual. Mas é do meu pai que sinto mais falta aqui em Madrid. Das nossas discussões típicas, mas da nossa grande amizade. Somos muito companheiros. 
Nunca festejámos o Dia do Pai, porque simplesmente presentes e passar dias juntos fazemos sempre que podemos, não é uma convenção que nos vai forçar a fazer coisas que já são tão comuns para nós. 
Mas fiquei nostálgica hoje, ao ler qualquer coisa sobre o Bud Spencer, quem diria que seria isto que me faria sentir tantas saudades do meu pai hoje. 

quinta-feira, 13 de março de 2014

A vida a dois

Recentemente começámos a viver juntos.
Fui uma decisão bem pensada, ponderada, discutimos "as regras do jogo" e o M. foi ficando lá em casa cada vez mais dias até que um dia fomos buscar tudo o que faltava. 
Para mim não foi nada fácil aceitar que, de repente, tenho de consultar alguém para fazer certas coisas (é claro que no que toca à decoração ele não mete o nariz), que já não posso estar a ver séries à vontade no computador à noite (pelo menos sem headphones), que há que preparar jantares e organizar roupa que não é a minha. Além disso, o M. nunca tinha vivido longe da mãe (vivia no apartamento por baixo do dos pais) para lhe limpar e arrumar tudo. Mas está a aprender rapidamente que, no que toca a tarefas, tem de se repartir tudo. E não me queixo. Até a máquina da roupa já põe a lavar tranquilamente. 
Isto tudo para dizer que fizemos tudo nas calmas e tivemos um processo de adaptação conveniente aos dois e não houve grande choque. Acho isso importante, falar de tudo, deixar tudo claro. Não é só de amor que sobrevive uma relação, e viver juntos pode ser muito difícil, portanto é importante estabelecer certas regras. É claro que ele ainda vai deixando umas meias no chão, mas vai aprendendo. 
E é tão bom chegar a casa e ter a pessoa que amamos de braços abertos para nos dar um abraço.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Her

Ontem vimos o "Her". Há muito tempo que não via um filme com um argumento TÃO bom! Contido, emocionante, triste, melancólico e, ao mesmo tempo, tão real. A nossa vida hoje em dia, o constante egoísmo que teimamos em ter. A facilidade com que deixamos as relações pessoais para as tecnologias (o simples ligar em vez de enviar um whatsapp). O desespero por ser amado. É que está tudo tão bem explorado no filme! 
Scarlett Johansson numa performance espectacular: não aparece uma única vez, mas a sua voz transmite tudo. Joaquin Phoenix fenomenal: está aqui a primeira injustiça dos Oscar deste ano! Como, mas como é que não foi nomeado? O Theodore simplesmente não podia ser interpretado por outra pessoa, mas ao mesmo tempo é um Joaquin Phoenix diferente. Não é ele que está ali, é mesmo o Theodore. 
Comovente e sentido, um filme sobre a solidão, simplesmente. 

Gostei de ver o Dallas Buyers Club e o Matthew Mcconaughey faz a sua melhor performance até hoje, mas acho que o Joaquin Phoenix devia pelo menos ter sido nomeado, porque uma performance tão comovente e contida há muito que não se via... 

Próximos na lista (é longa): 

12 years a slave
August: Osage County
American Hustle
The Wolf of Wall Street
Blue Jasmine
Nebraska

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Tristeza

Os direitos fundamentais são cada vez menos respeitados. No país onde vivo acabam de proibir o aborto a não ser que a mulher corra risco de vida. Mesmo em caso de deficiências, uma mulher é obrigada a levar a gravidez até ao final. No século XXI, Espanha vai passar a ter uma lei do aborto semelhante à que podemos encontrar em países tão desenvolvidos como a Nicarágua ou El Salvador. Também aqui vem um padre dizer que "cura" homossexuais. E o que choca é que há gente que acredita nisso. Como há gente que está a favor que toda a gente decida algo que é do foro privado. Não houve referendo para permitir a adopção no geral. Como continuar com uma inconstitucionalidade gritante que é descriminar quem é homossexual? Uma pessoa solteira é livre de adoptar uma criança e viver com alguém do mesmo sexo, mas duas pessoas que se amam, casadas, não o podem fazer. 
Triste de estarmos no século XXI e haver gente que argumenta que a vida é desde o primeiro dia, e é preferível que venha ao mundo uma criança que não vai ser feliz, e que argumenta que um miúdo que tem dois pais vai ser gozado na escola e por isso não se deve permitir a adopção por casais homossexuais. 
Eu também fui gozada na escola, fui o que hoje se chama vítima de bullying, e tinha uma família "normal", pais juntos e tudo. 
Quem usa esse argumento são precisamente as pessoas que dizem aos filhos "tem dois pais? isso não é nada normal".
E é isto que me deixa triste.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Vergonha

Bando de badamecos de merda que têm o cu sentado na Assembleia da República e que estão determinados em foder toda a gente com as brilhantes medidas que têm tomado. Agora, como se já não bastasse, acham bem fazer um referendo sobre a intimidade das pessoas. Falta de colhões para ferir susceptibilidades e não aprovar a lei da co-adopção e, sim, da adopção por casais homossexuais. 
Eu cá acho que devíamos fazer um referendo para mandar esta merda toda abaixo. Porque não?
Ponham mas é a data, para comprar o meu voo e ir ajudar a acabar com esta injustiça que é um casal criar uma criança e um dos pais não ter nenhum direito sobre ela se o outro morre.