quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Para quando uma lei que responsabilize os políticos?

Toda a gente diz que são ladrões do piorio, e eu não concordando totalmente até estou parcialmente em acordo. Especialmente quando se trata de pessoas que lixaram um país inteiro. 
Desde que me lembro, nenhum (!!!) governo cumpriu o seu programa eleitoral. Pior, alguns fizeram MUITO pior do que se propuseram. E muitos roubaram. Sim, roubaram. 
A minha pergunta é esta: se um gerente de uma pequena empresa que vá à falência é pessoalmente responsável  pelas dívidas, então porque é que o gerente da maior empresa do país (o Estado da República Portuguesa) não é responsabilizado? 
Mais que isso, é um herói. Vejamos alguns exemplos: 
- António Guterres, que até nem acho que seja má pessoa, deixou o país mega endividado e com vários problemas estruturais. Foi o segundo pior primeiro ministro desde o 25 de Abril (e provavelmente desde sempre). Demitiu-se, muitos dos seus ex-ministros estão hoje em cargos de destaque em empresas que beneficiaram durante o seu mandato (ver Jorge Coelho e a Mota-Engil). O António Guterres simplesmente calou-se 1 anito ou 2 e toca de ir para as Nações Unidas ser comissário dos refugiados. Acho lindo o pessoal esquecer e comentar "ai o Guterres é que era bom para presidente, faz um trabalho espectacular nas Nações Unidas". 
- Santana Lopes, o pior primeiro ministro de sempre (menos mal que só por uns meses), foi o que mais aumentou  o endividamento proporcionalmente. Até festas em São Bento com direito a polícia houve. 2 ministros que se demitiram na mesma semana. Esta fénix da política portuguesa é hoje um colunista e comentador conceituado e não me admirava que se candidatasse a presidente da República e que, se calhar, até ganhasse. 

Mas a medalha de ouro do "eu tenho é uma lata do caraças" vai para:

- José Sócrates. Este amigo, que nos lixou até ao tutano só precisou de 2 anos para voltar para a Tugolândia e ser um herói graças aos dois anos que passou a comer croissants por Montmartre e a escrever sobre a tortura. Primeiro a RTP (WTF???) contratou-o para comentar as notícias ao domingo. Depois a Clara Ferreira Alves entrevista o querido Zé para o Expresso, tendo o amigo cuspido pérolas como "Nem sabia que aquilo estava tão mal" (sobre o BPN). E a vergonha? E enfiar-se em Paris para todo o sempre? Não venha agora dizer que é "o líder que a direita quis ter". Esqueceu-se da merda que fez? Acha que somos idiotas. Mas acreditem, em 2015 lá vai estar ele plantado nas eleições para Presidente. 

É tudo uma loucura e é por isto que não voto há anos. Não gasto dinheiro para ir votar no que não acredito, sinto muito. E não não voto em branco porque vale exactamente a mesma coisa que não votar. 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Arcade Fire

Só para comentar que o novo álbum é assim qualquer coisa de especial. A produção esmerada, o som mais electrónico a lembrar LCD Soundsystem, participação do grande senhor que é o David Bowie, simplesmente adoro. O som é totalmente diferente dos anteriores Funeral, Neon Bible e The Suburbs (para mim um dos melhores álbuns de rock dos últimos anos), mas sinceramente é uma evolução merecida e que deve ser reconhecida como especial. 
ADORO!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Notas sobre as autárquicas

- O PSD perdeu câmaras e a Associação de Municípios, além de ter sido humilhado em Lisboa, Porto, Gaia e Sintra. 
- A Madeira parece que acordou e o Jardinismo perdeu 7 das 11 câmaras que tinha. Até que enfim! 
- No Porto ganhou um independente. Mediático e com o apoio do grande presidente que foi o Rui Rio, é certo, mas independente. Parece que o país acorda para este tipo de propostas. Já agora, Rui Rio deveria aproveitar e fazer disto uma plataforma para uma possível candidatura a líder do PSD. Eu votaria nele para primeiro ministro.
- Em Lisboa António Costa venceu com uma margem histórica. Algo me diz que a Judite Sousa deve-se ter fartado de rir. Penso que António Costa não terminará o mandato e não faz mal, é preciso em campos mais altos! (também votaria nele numa possível eleição).
- A CDU reforçou posição. Apesar de não me identificar minimamente com a CDU, é certo que os seus autarcas são fortes e normalmente são "gente da terra". No Barreiro, que é o meu concelho, têm feito um bom trabalho. 
- É sempre divertido ver o BE levar uma abada, e foi o que aconteceu ontem. Acho que os seus dias estão contados, pelo menos com este modelo de direcção. E ainda bem, que para mim não fazem falta nenhuma. Tenho mais respeito pelo PCP.
- A vergonha das autárquicas: Oeiras. Os políticos são o reflexo dos eleitores, portanto da próxima vez que ouvir alguém de Oeiras a queixar-se que o Governo rouba vou perguntar se votou no movimento do presidiário. Isaltino Morais roubou, está provado, está na cadeia (surpreendentemente, o único político alguma vez preso) e as pessoas ainda foram à Carregueira gritar o nome dele e dar força. O gajo ROUBOU O VOSSO MUNICÍPIO, branqueou capitais (vulgo lavar dinheiro) e ainda votam nele? Espero que se fundam! 

Mais uma vez não votei, devo dizê-lo. Mas achei ridículas as declarações de vitórias. Quem ganhou: Rui Moreira, António Costa, CDU. Quem perdeu: António José Seguro (quero-te ver segurar esse lugar agora), o PSD, o BE. 

Espero por uma mudança com o Rui Rio do lado do PSD e o António Costa do lado do PS. Aí podia ser que a política em Portugal ficasse interessante. 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Eu

Agora que decidi começar a publicar com o meu nome, decidi contar um bocadinho da minha vida. 
A minha família é de origem humilde (Alentejo da parte da mãe e Setúbal da parte do pai). O meu pai não teve uma vida nada fácil e a da minha mãe, embora tenha tido conforto, também não teve cá luxos. Sou filha única. E sou filha única porque os meus pais decidiram que não podiam dar o mesmo conforto a mais filhos. Quiseram dar-me o melhor que podiam, e abdicaram de ter mais filhos por isso. Tive uma boa infância, boa educação (sempre na escola pública), tive quase tudo o que quis (ok, faltou a mansão da Barbie e o Baby Born), mas também ouvi muitos não. Os meus pais estavam constantemente a dizer-me que, sem trabalho, não chegava a lado nenhum, que tinha de estudar e ser boa aluna e lutar pelo que queria. Não tive tudo de mão beijada, nem pouco mais ou menos. Ah! E sempre vivi na Margem Sul (o drama!, o horror!). 
O meu pai, que sempre foi e continua a ser a pessoa a quem mais dou ouvidos na vida, sempre me motivou para ir mais além, para estudar fora, para trabalhar fora, para ir viajar, para conhecer o mundo. Rapidamente me disse para alugar uma casa em vez de comprar, para não ligar ao carro "faz viagens filha, isso é que se leva da vida". E, basicamente é isso que faço. O meu pai, quando eu tinha 15 anos, deu-me o discurso do "nunca te prendas por nada, voa e sê feliz, o pai apoia". 
Tenho de confessar que não tive uma boa adolescência (alguém teve?). Tinha uma auto estima inferior a 0, fui vítima de bullying (na altura não se chamava isso, nem se dava importância), ouvia alanis mourissette e starsailor (deprimente), tive ataques de pânico, uma depressão e andei num psicólogo (melhor coisa que fiz).  O meu primeiro namorado ajudou a ultrapassar um bocadinho isto, mas a grande mudança deu-se com a entrada na faculdade. 
A escolha da faculdade foi baseada em vários factores. Eu sabia que entraria onde quisesse porque tinha boa média mas só 2 tinham o curso que eu queria: Finanças. Depois, contou muito o ambiente. A minha faculdade, o ISEG, tinha um óptimo ambiente, e ainda hoje tenho saudades. Na minha candidatura, lembro-me que pus como opções: Finanças no ISEG, Economia no ISEG, Gestão no ISEG, Finanças no ISCTE e Economia na Nova. Fiz tudo o que havia para fazer: AE, Comissão de Praxes, Comissão de Finalistas... E acabei o curso com a melhor nota da minha turma e no top 3 da faculdade. O momento em que mais me emocionei? Quando me convidaram para fazer parte da mesa do tribunal de praxe no último ano, e no último dia de aulas. Ah, e antes que comecem a julgar: as praxes no ISEG são MESMO integração. E sim, tive traje e adorei!
Foi fácil começar a trabalhar. Na verdade, comecei a trabalhar ainda antes de acabar o curso, em part-time, na mesma instituição onde trabalho hoje. Acabei por vir para Madrid na sequência da relação que correu mal, mas também porque sempre quis viver fora. Ainda hoje não ponho de parte mudar de país (talvez daqui a um tempo, quando o M. me puder acompanhar). 
Acho que até este ponto tive uma boa vida. Hoje acredito piamente que tudo acontece por uma razão. Que todas as decisões que tomamos são as que temos de tomar naquele momento. Que as loucuras fazem parte da vida. Que é melhor ter uma família unida e com amor que uma muito rica sem união. Que o que achamos que é uma desgraça por vezes torna-se numa coisa muito boa. 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Filmes que a maioria do gajedo adora e eu detesto... #2

Preparem-se, isto pode ser um choque mas outra obra de cinema que eu não suporto é... tan tan tan tan: O Diário da Nossa Paixão. 
A única possível vantagem deste filme seria o Ryan Gosling... Mas em 2004 ele ainda não era giro. 
A verdade é que assim que vejo "inspirado na novela de Nicholas Sparks" já começo com urticaria. Este amigo escreve sempre o mesmo livro, mas com nomes diferentes, e ganha efectivamente MUITO dinheiro com isso. Vamos ver: há sempre um amor proibido, tudo corre mal, depois corre bem e depois um morre. Já está! Agora que penso nisso vou ali escrever um livro, pôr-lhe um nome fofinho tipo "As palavras da nossa paixão querido Inácio" e vender os direitos do filme a ver se alguém lhe pega. 
Mas voltando exactamente a este filme, que foi o único que vi inspirado na obra do senhor. Passam a vida a chorar, ela é uma indecisa, ele é um chato, o outro é o menino bonito irritante e tudo termina com um beijo à chuva... ohhhh... poderia ser mais "cliché"? Não, não podia. E depois aparecem eles velhinhos e parece que ela tem Alzheimer...e morrem os dois juntos na cama... Bonito, sim senhor. 
Acho importante divulgar os problemas e os dramas que advém de esse grande filha da puta que é o Alzheimer, mas se realmente se querem comover vejam Iris. 
Vou mudar o que disse lá em cima e dizer que este filme pelo menos serviu para divulgar a Rachel McAdams, mas de resto não, obrigada. 

É só um corte de cabelo, ok?

Há um mal do qual padecem muitas mulheres (e provavelmente alguns homens): o medo, o pavor, o horror de ir... ao cabeleireiro. Sendo eu uma pessoa que AMA ir cortar o cabelo (juro que saio muito mais leve) e adoro mimar-me, não entendo como há pessoas que fazem disto um verdadeiro drama. 
Há miúdas que uma semana antes de irem já estão com o "se me corta mais que 1 dedo e 3/4 vou-me passar!", "estou cheia de medo, e se me muda o corte e não gosto?". Queridas, tenho uma novidade: o cabelo efectivamente CRESCE! Compreendo que uma pessoa fique fodida se tem o cabelo pelo meio das costas e o cabeleireiro corta pelas orelhas, mas entre o inicio dos ombros e o final não faz assim tanta diferença. 
Não tenho paciência para este tipo de dramas, lamento. Eu já tive o cabelo muito curto, mais compridinho, estilo revoltada com cabelo curto com pontas, e há uns meses cortei o meu cabelo num (acho que se chama) estilo bob quando estava pelos ombros. Juro que a minha cabeleireira quase desmaiou quando lhe disse "corte à vontade! isto cresce". Mas ficou bom. 
Tenho uma amiga que tem o sonho de ter o cabelo pelo meio das costas, coisa que acho mesmo feio para uma pessoa que tem a minha idade e um trabalho sério. Cada vez que digo que EU vou ao cabeleireiro transfere o drama dela para mim: "não vais cortar muito pois não?" "diz-lhe só um dedo!" "porque não deixas crescer?". A minha resposta é sempre "corto o que eu quiser, o cabelo é meu, adoro cortar, e além disso quero um cabelo saudável e não tenho paxorra para estar todos os dias hora e meia a esticar o cabelo". Imaginem quando vai ela ao cabeleireiro...